Mercado fechado

Núcleo "solitário" está por trás de uma das estrelas mais brilhantes

A estrela Gamma Columbae, uma das mais brilhantes visíveis a olho nu, parece ser formada por um núcleo estelar que perdeu suas camadas gasosas. A conclusão vem de um novo estudo conduzido por Norbert Przybilla, da Universidade de Innsbruck, na Áustria, em que a estrela foi analisada por meio da espectroscopia.

Como os núcleos das estrelas mais comuns está oculto por camadas de gás, que geram grandes quantidades de energia e luz, não se sabe ao certo como estas estruturas funcionam. Assim, ao analisar os elementos da estrela com a espectroscopia, os autores descobriram uma assinatura com falta de carbono, mas rica em nitrogênio.

A Gamma Columbae é uma das milhares de estrelas visíveis a olho nu, em meio aos vários bilhões delas na Via Láctea (Imagem: Reprodução/Jacub Gomez/Pixabay)
A Gamma Columbae é uma das milhares de estrelas visíveis a olho nu, em meio aos vários bilhões delas na Via Láctea (Imagem: Reprodução/Jacub Gomez/Pixabay)

Estas características fariam sentido somente se o objeto fosse um núcleo recentemente exposto. “Isso expõe na superfície a composição química da estrela”, disse o autor. “Claro, a fusão [nuclear] não acontece ali, mas o que vemos hoje devem ter sido as camadas onde a fusão nuclear ocorrida no passado”, observou ele.

Gamma Columbae é uma estrela com cerca de cinco vezes a massa do Sol. Ela está agitando produtos da fusão nuclear realizada em seu passado, que chegam à superfície e são os responsáveis pela assinatura observada. Para os autores, a estrela está em uma fase de reestruturação, que poderá durar pelo menos 10 mil anos — um período bem curto, se considerarmos que as estrelas podem viver por milhões de anos.

Observações futuras da estrela devem ajudar os astrônomos a entender melhor o que acontece com elas após esgotarem o fornecimento de hidrogênio para a fusão nuclear, e talvez possam explicar como a Gamma Columbae conseguiu os compostos observados. Como a estrela fica a apenas 870 anos-luz do Sol, a proximidade poderá ajudar em novos estudos.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: