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Não dá para entender as decisões da SEGA com Sonic

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Ah, Sonic. Como não amar o ouriço azul da SEGA? Carismático e bem-humorado, o “rival” de Mario sempre conquistou uma legião de fãs com a sua irreverência e seus jogos. O problema é que, ultimamente, nosso colega sofre com jogos que não refletem a importância de Sonic como um personagem e também como uma das maiores franquias da história dos videogames, que recentemente, inclusive, completou 30 anos.

O mais recente jogo do Sonic Team, chamado Sonic Frontiers, está sendo questionado por alguns fãs. A situação do game é tão catastrófica, que estão pedindo pelo adiamento do título, como uma tentativa de evitar que este seja mais um desastre para a saga. Mas, a tristeza nisso tudo, é que muito provavelmente nem o adiamento de Sonic Frontiers mudaria o que está aparecendo na tela, pelo menos quando falamos de identidade visual e outras bases do projeto. O jogo pode acabar sendo bom, mas o que recebemos até o momento não é nada animador.

Além disso, há outras decisões questionáveis e recentes por parte da empresa do ouriço azul, como retirar os jogos clássicos das lojas digitais e manter somente Sonic Origins disponível. O que está acontecendo com a SEGA e o Sonic Team?

Derrapando na Green Hill Zone

Sonic Frontiers parece um carro desgovernado indo na direção de um túnel sem saída? Sim. Mas, esse não é o primeiro jogo do ouriço azul a ter problemas. Inclusive, se games com escolhas duvidosas fossem Esmeraldas do Caos, Sonic já teria todas e ainda faltaria espaço para guardá-las. Sonic Boom: Rise of Lyric foi um fracasso retumbante e prejudicou bastante a animação que tinha o mesmo nome, que ao menos divertia a criançada.

Sonic and the Black Knight, Shadow The Hedgehog, Sonic Shuffle, Sonic Free Riders... a lista de decepções é bem grande. Isso, é claro, sem falar no maior erro da história envolvendo nosso querido ouriço: Sonic The Hedgehog, batizado de Sonic 06, o jogo que tentou ser o reboot da franquia, mas que é tão ruim que a SEGA esconde esse fato sempre que possível. E ainda pensávamos que, após ver Sonic beijando uma humana, a SEGA trataria nosso herói com mais cuidado. Entretanto, parece que está difícil de ver isso acontecer.



Acredite, existem bons jogos que saem dessa roleta russa que se tornou a franquia. Sonic Mania, desenvolvido em conjunto pelos estúdios PagodaWest Games e Headcannon, chegou em 2017 e é considerado um respiro bem-vindo para a saga. Este é um game que não foi produzido pelo Sonic Team, mas sim por um grupo de desenvolvedores que eram fãs do ouriço azul.

O carinho e o amor da equipe transformou Sonic Mania em uma viagem nostálgica extremamente divertida para os tempos em que a saga era referência no gênero de plataforma 2D. Sonic Forces chegou no mesmo ano, e este sim foi desenvolvido pela Sonic Team.

Se ouriços possuem crises de identidade, pode ter certeza que o Sonic Team. Mesmo sendo um jogo muito divertido e que honra as origens do personagem, olhar para Sonic Forces é bem complicado, principalmente quando havia o aclamado Sonic Mania para comparação.

Sem fôlego

Se as Esmeraldas do Caos não podem cair nas mãos do Dr. Robotnik, parece que os jogos do Sonic não podem cair no controle criativo da SEGA. A sequência de Sonic Mania foi cancelada e nunca chegou a receber um trailer ou uma prévia. Especulações sobre o que aconteceu são várias, mas todas apontam que a SEGA do Japão ficou chateada com a repercussão extremamente positiva de Mania e Mania Plus, enquanto Sonic Forces... bem, é um dos jogos já feitos.

Não é de hoje que as divisões ocidental e oriental da SEGA se estranham. Até mesmo durante a concepção de Sonic aconteceram debates complicados entre as empresas, e parece que sempre que o assunto é o ouriço, o terreno fica ainda mais delicado. Quando uma equipe consegue acertar o tom em um game do Sonic, a SEGA consegue perder os laços com a desenvolvedora e matar o que poderia ser uma franquia excelente para impulsionar as vendas e manter o Sonic Team focado em criar algo com mais carinho.

Mesmo que a equipe diga que quer tomar conta das versões 2D e 3D dos jogos, Sonic Frontiers parece uma tentativa bem fora de sintonia de colocar o personagem em um mundo aberto. Ter Sonic correndo por um ambiente livre para ser explorado precisa ser divertido, vivo, com interações com outros seres que não robôs ou monstros tecnológicos. Na corrida para transicionar seu estilo do clássico para tentar inovar, Sonic corre sem fôlego para alcançar a concorrência.

A ideia de transportar Sonic para o mundo aberto é boa, mas o que foi mostrado até agora parece ruim. Em cima disso tudo, a impressão que dá é que a própria SEGA não tem nada de muito revolucionário preparado para o personagem durante o seu aniversário de 30 anos. O último Sonic Central, conferência da empresa focada no ouriço, foi uma apresentação problemática, com poucos anúncios relevantes e itens de merchandising ocupando o espaço de revelações realmente relevantes. Saber que uma empresa está lançando um boneco novo do Sonic é legal, mas isso pode ser revelado de outras maneiras, não em uma conferência.

No fim, parece que a SEGA realmente não tinha o que mostrar. Para que, então, fazer a apresentação? Nos 30 anos de história de um dos maiores mascotes do mundo dos games, a empresa aposta em uma coletânea remasterizada e um jogo que desperta ainda mais dúvidas sobre os rumos do personagem. No cinema, entretanto, Sonic vai muito bem, obrigado.

Em momentos como este, é difícil não comparar o nosso querido ouriço com seu rival de longa data: Mario, da Nintendo. Mesmo com a falha no lançamento temporário de Super Mario 3D All-Stars, houve uma tentativa de lançar algo que estivesse à altura do personagem.

Já nas estreias inéditas, a Nintendo conseguiu revolucionar a franquia em 2017 com uma obra-prima chamada Super Mario Odyssey e trouxe uma nova expansão inédita para Super Mario 3D World, chamada Bowser’s Fury. Isso sem contar os spin-offs da saga, como Mario Kart 8 Deluxe e Mario Strikers: Battle League. O histórico do encanador da Nintendo não é perfeito, mas o saldo é muito mais positivo do que o de Sonic, infelizmente.

A dualidade da marca Sonic

Ao mesmo tempo, o sucesso de Sonic em outras mídias que não o videogame é inegável. Ambos filmes live-action do personagem são divertidos, leves, respeitam o material original e conseguem entregar uma experiência satisfatória para os adultos que cresceram com o personagem, como eu, e também agradar uma nova geração que está descobrindo o personagem através dos filmes e outras mídias, como a animação de Sonic Boom.

A próxima adaptação é Sonic Prime, feita em parceria da Netflix com a Wild Brain Studios — e parece promissora. Durante o Sonic Central, vimos que Shadow também fará parte da história, e todos nós sabemos como o anti-herói é querido pelos fãs da franquia. Tudo o que não envolve videogame está dando certo e funcionando para Sonic. Mas qual seria o motivo para o herói azul da SEGA ter tanto sucesso nas telonas, mas continuar derrapando nos jogos?

É simples e difícil de se executar, em simultâneo. Sonic se tornou uma franquia que atravessou uma geração enorme de pessoas, com vários nomes criativos se apaixonando e trabalhando com o personagem. Sonic Mania é um exemplo claro dessa paixão e merece ser citado mais uma vez. O jogo foi desenvolvido por, basicamente, fãs que se tornaram desenvolvedores, artistas e programadores que receberam a chance de produzir algo oficial de uma marca tão amada. Os filmes, apesar da polêmica com o Sonic feio, deram uma nova vida à franquia.

Sonic Colors e Sonic Generations são dois bons exemplos de que, quando o Sonic Team quer, eles conseguem entregar uma experiência bem divertida e segura. Mas parece que, agora, as possibilidades do que se fazer com o personagem são limitadas aos olhos dos desenvolvedores. O visual realista de Sonic Frontiers é estranho e sem personalidade, o que não combina nada com estética vibrante da saga e até mesmo com o próprio protagonista. Assim como dizem que o Superman deve voar em céus coloridos, o Sonic deve correr em campos coloridos e vivos.

Não dá para desassociar Sonic de um ambiente cheio de vida, animais e robôs que parecem animais. A grande graça do mundo que envolve o personagem é justamente isso. Transportar Sonic para um cenário de poucas cores não parece muito animador, embora a tentativa de inovar seja válida. No fim das contas, eu não quero controlar Sonic correndo em pista que parece ter sido feita pelo Sam Bridges de Death Stranding, e eu creio que você também não.

Sem tempo para correr

Infelizmente, se todas as nossas preocupações com Sonic Frontiers se tornarem realidade, teremos mais um desastre nas mãos da SEGA. E como alguém que gosta muito do personagem, é triste ver que o mesmo herói que ocupou horas da minha vida com Sonic Adventure 2 no Dreamcast, está, atualmente, gerando tanta preocupação e desconfiança.

Eu gostaria muito de ser um gênio e poder entregar o caminho certo para a SEGA seguir com o personagem, mas não sou um desenvolvedor. Sei também que não é uma tarefa fácil, já que Sonic tem 30 anos. E entre apostar em novidades e nostalgia, em visuais 3D e 2D, o ouriço virou uma grande espiral de tentativas sem identidade que se seguram no carisma dos personagens que compõe o universo que conhecemos.

Espero que a SEGA entenda, com o tempo, que talvez seja a hora de parar e avaliar o que funciona ou não na franquia e traçar um rumo mais seguro, mesmo que não tão revolucionário. Sonic Mania é um ótimo (e talvez único) exemplo entre os lançamentos recentes, mas também podemos concordar que apelar para a nostalgia e não sonhar em ousar um pouco, não se sustenta ao longo prazo. Do outro lado, descaracterizar o personagem (estou olhando para você, Sonic 06) nunca é uma boa ideia. E remover jogos antigos das lojas para substitui-los por uma nova coletânea é uma ideia ainda pior.

Nesse momento em que o ouriço azul parece correr, pegar impulso, mas tropeçar e perder os anéis a cada dois jogos, talvez seja o momento de deixar ele bater o pé e esperar os desenvolvedores realmente conceberem uma boa ideia para honrar o legado da franquia. Quem sabe o feedback construtivo dos fãs funcione como um ponto de partida, não é mesmo?

Com informações de: Destructoid (1 e 2) e Comicbook.com.

Fonte: Canaltech

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