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Não cabe à Caixa analisar pedidos de auxílio emergencial, diz Guimarães

Lu Aiko Otta

Presidente do banco foi questionado sobre concessão do benefício a pessoas das classes A e B O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse nesta quarta-feira que não cabe ao banco analisar os cadastros dos candidatos a receber o benefício emergencial de R$ 600. Essa tarefa cabe à Dataprev e ao Ministério da Cidadania. Ele foi questionado sobre a manchete do Valor, que informa que um terço das classes A e B requisitaram o benefício e 69% foram atendidos.

“Temos uma divisão de trabalhos”, afirmou. A parte da Caixa, explicou, foi desenvolver o aplicativo do cadastramento, que já atendeu a 107 milhões de pessoas. Os dados são analisados pelo Ministério da Cidadania, com base em cruzamento de dados realizados pela Dataprev.

Após a análise, disse Guimarães, a Caixa recebe uma informação simples: se a pessoa tem ou não direito ao benefício e se ele é de R$ 600 ou de R$ 1.200.

Pedro Guimaraes, presidente da Caixa

Andre Coelho/Valor

O que a Caixa faz, explicou, é checar documentos dos 60 milhões de beneficiários para evitar pagamentos com base em documentos falsos. As tentativas de fraude, informou o presidente da Caixa, são inferiores ao esperado pelo banco.

De acordo com o presidente da Caixa, o governo já pagou R$ 76,6 bilhões no programa de auxílio emergencial. Foram 108,5 milhões de pagamentos a 58,6 milhões de beneficiários.

Nesta quarta-feira, foram liberados os saques em dinheiro para 2,6 milhões de pessoas nascidas em abril. Os valores foram depositados até a semana passada.

Dos 107 milhões de cadastrados, 59 milhões foram considerados elegíveis para o benefício e 42,2 milhões, inelegíveis. Há 5,8 milhões de pedidos passando por uma primeira análise e 5,3 milhões em reanálise.

Segundo Guimarães, o governo estuda a possibilidade de oferecer a conta digital a pessoas atendidas em outros programais sociais cujo pagamento é efetuado pela Caixa. Só no auxílio emergencial, foram criados 30 milhões de contas.

Para a complementação do Bem, destinado a pessoas que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou reduzido, foram mais 1 milhão de contas. O governo avalia as condições de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial. O calendário deverá ser divulgado em breve, informou Guimarães.