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Musk vai ‘inundar’ a Terra com ouro trazido do espaço, dizem gêmeos do Facebook

Marcus Couto
·3 minutos de leitura
Elon Musk, executivo-chefe da SpaceX. (Foto: REUTERS/Joe Skipper)
Elon Musk, executivo-chefe da SpaceX. (Foto: REUTERS/Joe Skipper)

Os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, mais conhecidos por terem acusado Mark Zuckerberg de ter roubado deles a ideia para um site nos moldes do que se tornaria o Facebook, ainda em Harvard, revelaram durante uma entrevista sua visão para o futuro do ouro como investimento: um mau negócio.

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O motivo: eles apostam que no futuro, Elon Musk, por meio de sua empresa SpaceX, poderá minerar ouro de asteroides em torno da Terra, inundar o planeta com enormes quantidades do material, fazendo seu valor despencar.

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Atualmente, o ouro é valioso principalmente por conta da sua escassez. Num cenário hipotético (e futurista) em que uma empresa fosse capaz de extrair o minério de fontes espaciais, esse elemento se perderia, e o valor do ouro poderia cair muito.

Atualmente, o ouro tem passado por fortes valorizações, pois é visto como um “porto seguro” para investidores em tempos de volatilidade de mercados, juros baixos, e políticas monetárias favoráveis a emissão de moeda no mundo todo, principalmente nos Estados Unidos e nos países da Zona do Euro.

A declaração foi dada pelos gêmeos durante entrevista ao investidor Dave Portnoy – um homem que no passado desprezou criptomoedas como algo sem sentido, mas que hoje se vê como novo “barão do Bitcoin”. Portnoy pergunta a eles se eles falam sério sobre a mineração espacial, e os Winklevoss respondem que sim, “muito sérios”.

Vale lembrar que os Winklevoss estão entre os maiores detentores de Bitcoin do mundo. Estima-se que eles tenham cerca de 1% de todas as reservas da criptomoeda, que vem passando por forte valorização na última semana.

Eles são famosos “evangelistas” de tecnologias de criptomoedas e apostam nelas como futuro das transações de valores.

Os gêmeos Winklevoss em entrevista a Dave Portnoy
Os gêmeos Winklevoss em entrevista a Dave Portnoy

Apesar de não haver nenhum indício de que mineração espacial seja uma estratégia real de Musk, os gêmeos parecem querer provocar uma questão bastante séria e debatida nos círculos de criptomoedas: ao contrário do ouro, e até de moedas como o dólar, o Bitcoin é o único ativo que possui uma contagem precisa de seu volume total.

Seu valor está na escassez, e essa escassez é bem contabilizada. Já o ouro, não. Não se sabe exatamente quanto ouro existe no mundo, menos ainda no Sistema Solar.

E na medida em que Elon Musk e a SpaceX se aventuram cada vez mais profundamente no espaço, e a cada voo a empresa parece mais capaz de operar em lugares difíceis, e realizar proezas que pareciam impossíveis, a ideia de minerar asteroides – que já foi levantada por muitas outras empresas, inclusive com investimento do Google – não parece mais assim tão futurista e distante.

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