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Musk pode voltar atrás e comprar Twitter por preço mais baixo; entenda

No final de abril, Musk confirmou a aquisição da plataforma por US$ 44 bilhões
No final de abril, Musk confirmou a aquisição da plataforma por US$ 44 bilhões

(Dimitrios Kambouris/Getty Images for The Met Museum/Vogue)

  • Twitter ainda pode ser adquirido por um preço menor ao fechado com Elon Musk;

  • Bilionário tem todas as cartas na manga para renegociar compra;

  • Caso ele desista agora, o patrimônio da plataforma cairia 50%.

O Twitter corre o risco de ser adquirido por um preço mais baixo caso Elon Musk desista do acordo de compra. No final de abril, o bilionário confirmou a aquisição da plataforma por US$ 44 bilhões (R$ 226 bilhões).

O alerta foi feito pela Hindenburg Research, empresa de pesquisa de investimentos, que destacou as vantagens que o dono da Tesla e SpaceX tem na negociação. “Se a oferta de Elon Musk pelo Twitter desaparecesse amanhã, o patrimônio do Twitter cairia 50% em relação aos níveis atuais. Consequentemente, vemos um risco significativo de que o negócio seja revalorizado mais baixo”, aponta em relatório. “Musk tem todas as cartas aqui”.

De acordo com a Hindenburg, o bilionário pode pagar uma taxa de US$ 1 bilhão caso rompa com o acordo, mas ainda assim possuiria uma boa chance de renegociar com a empresa. "Apoiamos os esforços de Musk para tornar o Twitter privado e vemos uma chance significativa de que o negócio seja fechado a um preço mais baixo", destacou, conforme divulgado pela Reuters.

Entretanto, o analista da CFRA Research, Angelo Zino, acredita que há uma alta probabilidade do negócio ser fechado pelo preço declarado. A única alteração aconteceria caso Musk mudasse de ideia.

O Twitter se recusou a comentar o caso.

Plataforma promete não ficar ‘tóxica’

Três dias após a divulgação da compra do Twitter por Musk, o jornal Financial Times divulgou que o Twitter teria enviado um e-mail a agências de publicidade para acalmar os ânimos das marcas que a patrocinam.

O temor da empresa está relacionado à posição de Musk como defensor absoluto da liberdade de expressão, especialmente porque o empresário planeja remover somente os conteúdos formalmente ilegais, o que abre brecha para posts preconceituosos, aos quais as empresas patrocinadoras não querem seus nomes associados. Exemplos disso são temas ligados a campanhas antivacina e pró-nazistas.

Além disso, a rede alertou o órgão regulador do mercado de capitais norte-americano, que pode perder anunciantes e funcionários com a venda da plataforma para o bilionário Elon Musk.

Segundo a empresa, há “a possibilidade de nossos atuais empregados ficarem dispersos e verem sua produtividade cair como resultado das incertezas em relação à compra”, o que atrapalharia a retenção de talentos em um mercado em que a mão de obra especializada é escassa. Na primeira reunião geral com o CEO Parag Agrawal depois da notícia de compra, executivos se mostraram tensos com as mudanças em áudio vazado.

Inclusive, a empresa já suspendeu a contratação de novos funcionários e outras atualizações no aplicativo até que a transação deixe o status de pendente. Isso, segundo o documento, poderia prejudicar a relação com os anunciantes e afetar os valores das ações da empresa.