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Elon Musk faz piada com crise política na Bolívia e gera revolta

Marcus Couto
·3 minuto de leitura
Elon Musk, de novo em meio a polêmicas. (Foto: Saul Martinez/Getty Images)
Elon Musk, de novo em meio a polêmicas. (Foto: Saul Martinez/Getty Images)

O bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, voltou a usar sua página no Twitter para causar polêmica, dessa vez envolvendo a crise política que culminou na saída do presidente Evo Morales, da Bolívia, em novembro do ano passado.

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Tudo começou quando Musk disse que “um novo pacote de estímulo” do governo dos Estados Unidos, que permitiria o pagamento de auxílios emergenciais para a população em meio à crise do novo coronavírus, não era “o melhor para a população”, na opinião dele. Sem dar muitos detalhes, Musk falou em seguida que, apesar disso, ele era sim a favor de uma renda básica universal.

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Foi o suficiente para uma tempestade de fogo de comentários começar. Muitos criticaram Musk, atualmente entre as 10 pessoas mais ricas do mundo, por falar contra um pacote de estímulo que auxiliaria pessoas com problemas financeiros a pagar suas contas nesse momento de crise. Além disso, alguns lembraram que em muitos momentos da trajetória dele como empresário, Musk se beneficiou de pacotes de incentivo governamentais para desenvolver suas empreitadas, como na construção das fábricas da Tesla – hoje a montadora de carros mais valiosa do mundo.

Finalmente, um comentário de um ativista identificado como Armani parece ter apertado um calo de Musk em especial: “Você sabe o que não está no melhor interesse do povo? O governo dos Estados Unidos organizar um golpe contra Evo Morales na Bolívia para que você pudesse obter o lítio de lá.”

O comentário se referia à crise política que culminou na saída do presidente Evo Morales, da Bolívia, no final do ano passado. Militantes a favor do governo de Evo, dentro e fora da Bolívia, acusam os Estados Unidos de Trump de terem influenciado nos movimentos internos que pressionaram a saída de Evo, acelerada por denúncias de irregularidades eleitorais.

A Bolívia possui as maiores reservas de lítio do mundo, composto cuja demanda global vem aumentando drasticamente junto à produção de baterias de lítio, utilizadas em diferentes equipamentos elétricos, como automóveis – os mesmos produzidos pela Tesla. Os carros fabricados pela empresa de Elon Musk utilizam baterias de lítio, e o empresário chegou a falar em sua última reunião com acionistas que precisa haver um aumento na produção de lítio para dar conta de sua demanda.

Em abril deste ano, Evo Morales chamou sua saída do poder de “golpe”, e que este teria sido motivado justamente pelos interesses estrangeiros nas reservas bolivianas de lítio.

O que o homem que acusou Musk no Twitter fez foi ligar alguns pontos, e associar os interesses econômicos da indústria americana com a pressão política internacional pela queda de Evo Morales, que coincidia com movimentos internos já existentes na Bolívia por maior abertura e flexibilização econômicas.

Aparentemente, o raciocínio irritou Musk, que respondeu com uma “piada” desastrosa, que gerou ainda mais indignação. O bilionário respondeu: “Nós vamos dar um golpe em quem quisermos. Lide com isso!”

Apesar de não haver qualquer comprovação revelada da conexão sugerida por Armani, de que a Tesla teria influenciado a crise na Bolívia, Musk sofreu uma nova onda de críticas e acusações. Teve que apagar o próprio tuíte com a “piada” infeliz sobre o golpe, e explicou que o lítio da Tesla vem atualmente na Austrália.

Nas últimas horas, no entanto, parece que o assunto não sai da cabeça do executivo, que voltou a fazer piada com a história. Em um de seus posts mais recentes, publicou a música “Lithium” (lítio), clássico da banda grunge americana Nirvana, e em seguida, partes de sua letra, que diz… “Eu não vou quebrar… eu não vou quebrar…”

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