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Musk amarga 1ª derrota contra o Twitter com julgamento marcado para outubro

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Ainda nem mesmo saímos da novela da aquisição e desistência da compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk e já começamos um “spin-off” da trama principal, agora nos tribunais. Depois de registrar um processo contra Musk na Corte de Delaware, nos Estados Unidos, a rede social pediu agilidade no julgamento, solicitando que o mesmo ocorra em setembro. Já o CEO da Tesla pedia o adiamento para fevereiro de 2023.

Bem, no primeiro round do caso nos tribunais, o Twitter levou a melhor. A juíza Kathaleen McCormick decidiu marcar o julgamento sobre o acordo de aquisição, no valor de US$ 44 bilhões (R$ 238,2 bilhões) para outubro, em reuniões que devem durar cinco dias.

O principal advogado do Twitter, William Savitt, acusou Musk de “sabotagem” e disse que a incerteza sobre a resolução do acordo pendente ao litígio “inflige danos ao Twitter todas as horas e todos os dias". Após a desistência, as ações do Twitter despencaram 11,3% na Bolsa de Valores de Nova York.

Já o advogado de Musk, Andrew Rossman, disse que a intenção do bilionário não seria “atrasar” o julgamento para depreciar o valor do Twitter — ou até usar isso como manobra para negociar um preço menor de compra durante o processo de desistência. Rossman lembrou que o próprio Musk é acionário da rede social, portanto “não teria incentivo para manter o processo por muito tempo”.

A juíza entendeu que o argumento de Musk, que pediu o adiamento para fevereiro de 2023 alegando “cronograma rápido e sensato”, é irrelevante, já que o próprio julgamento “começou com danos irreparáveis [ao Twitter]”; e que o executivo “subestima a capacidade do tribunal de processar rapidamente litígios complexos”.

Portanto, o julgamento fica marcado para outubro, em uma data a ser confirmada. Enquanto isso, o caso deve ganhar mais capítulos. Mas, por enquanto, o Twitter pode sentir o gostinho de uma pequena vitória, que até mesmo ajudou as ações subirem 2,71%, negociadas a US$ 39,45 (R$ 213,59), segundo a cotação da Bolsa de Valores de Nova York na manhã desta quarta-feira (20). Vale destacar que, no período em que Musk anunciou a desistência, os papeis chegaram a US$ 32,60 (R$ 176,51).

Entenda o caso entre Elon Musk e o Twitter

Em abril Elon Musk logo após comprar quase 10% das ações da empresa, se propôs em adquirir toda a rede social por US$ 44 bilhões (R$ 236 bilhões). No entanto, o bilionário solicitou que os executivos do Twitter fizessem um relatório com informações acerca do número de usuários reais da plataforma.

No dia (2) de maio, a empresa divulgou um documento demonstrando que menos de 5% das contas existentes na plataforma são falsas. Contudo Elon Musk não se convenceu com os números reportados pela organização. Ele alega ser esse o motivo para a desistência em comprar a rede social.

Para alguns especialistas o motivo real para Elon Musk não querer mais o Twitter é o cenário de incerteza econômica mundial e alta da inflação que derrubou o mercado acionário mundial.

O preço das ações do Twitter em abril eram de cerca U$ 50 (R$ 268). Elon Musk se propôs a pagar US$ 54 (R$ 290) por ação. Com a forte queda que atingiu o mercado, o valor dos papéis da empresa estão valendo atualmente US$ 38 (R$ 204), mais de 25% de desvalorização. Isso afetou a iniciativa do bilionário em adquirir a empresa.

No dia 11 de julho, o Twitter recorreu à justiça norte-americana para forçar o acordo de compra assinado por Musk. O caso agora está nas mãos da Corte de Chancelaria de Delaware, nos Estados Unidos.

O documento que pede a aceleração no processo, levado pelo Twitter à corte estadunidense bate de frente com as alegações da defesa de Musk, de que a empresa não repassou os números reais dos usuários. A organização declarou que sua "tentativa de fugir do negócio é um modelo de hipocrisia".

Já no dia 18 de julho, Musk pediu mais tempo para analisar uma “montanha de dados” para comprovar que os dados repassados pelo Twitter sobre perfis falsos e contas de spam são incoerentes com a realidade — a plataforma diz que isso fica em 5%, o que o executivo refuta.

No dia 19 de julho, a juíza Kathaleen McCormick decidiu marcar o julgamento sobre o acordo de aquisição para outubro, em reuniões que devem durar cinco dias.

Fonte: Canaltech

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