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Musk afirma que Autopilot estava desligado em acidente fatal com carro da Tesla

Ramon de Souza
·3 minuto de leitura

Carros autônomos botam medo em muita gente — basta perguntar para qualquer pessoa menos acostumada com novas tecnologias se ela teria coragem em confiar nesses sistemas e você certamente receberá uma resposta negativa. Acidentes fatais como o que ocorreu no último sábado (17) em Texas, EUA, só aumentam as preocupações populares sobre essa condução autônoma: um Tesla Model S ano/modelo 2019 colidiu contra uma árvore em alta velocidade e ceifou a vida de dois jovens.

Acontece que, ao que tudo indica, não podemos culpar tal tecnologia neste caso. Primeiramente, as vítimas estavam, respectivamente, no banco do carona e no assento traseiro. Como bem perceberam alguns usuários do Twitter, o Autopilot (sistema de condução semiautônoma da Tesla) desliga automaticamente caso perceba que não há ninguém sentado no lugar do motorista ou caso não detecte a presença de mãos humanas no volante por mais do que dez segundos.

Corroborando essas afirmações, o próprio Elon Musk publicou um tweet afirmando que “registros de dados recuperados até agora mostram que o Autopilot não estava ativo” e que a unidade acidentada não havia feito a compra do Full Self-Driving (FSD), tecnologia aprimorada de condução autossuficiente que está sendo comercializada na pré-venda por US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil). Musk também ressalta que o Autopilot precisa de faixas de rodagem no asfalto para fazer curvas — algo que não existe no local do acidente.

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Vale a pena ressaltar aqui a diferença entre o Autopilot e o FSD. O primeiro é disponibilizado para qualquer Tesla, e, diferente do que seu nome sugere, ele apenas mantém uma velocidade adequada de rodagem e muda de faixa sozinho. Já o FSD consegue efetivamente dirigir sozinho, sugerindo rotas, entradas, conversões e até retornos, além de ser capaz de estacionar em locais estreitos. Porém, a montadora ressalta que, em ambos, o motorista deve estar atento para eventuais intervenções.

Leis rígidas a caminho?

De qualquer forma, o incidente incentivou duas investigações paralelas de órgãos federais dos EUA: a Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário (National Highway Traffic Safety Administration ou NHTSA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (National Transportation Safety Board ou NTSB) miraram suas armas na Tesla, levando em conta o fato de que, recentemente, foram notificados 28 acidentes com carros da companhia no país.

Imagem: Reprodução/David von Diemar (Unsplash)
Imagem: Reprodução/David von Diemar (Unsplash)

Atualmente, os Estados Unidos não contam com uma legislação específica para carros autônomos, mas isso pode estar prestes a mudar por conta de incidentes desse gênero. “Com uma nova administração em vigor, estamos revisando os regulamentos sobre veículos autônomos, afirmou a NHTSA no mês passado). Possivelmente para se esquivar de futuras normativas rígidas, e-mails internos vazados recentemente da Tesla mostram que Musk não pretende categorizar o FSD como “100% autônomo” mesmo em seu lançamento comercial.

Fonte: Canaltech

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