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Museu usa inteligência artificial para facilitar a busca por obras de arte

·2 minuto de leitura

Pesquisadores da Northumbria University, na Inglaterra, desenvolveram um novo método que utiliza inteligência artificial (IA) para aperfeiçoar mecanismos de pesquisa visual. O projeto Deep Discoveries cria uma plataforma de busca que identifica e combina imagens digitalizadas para facilitar a experiência do usuário.

Em vez de digitar uma palavra-chave em uma caixa de busca convencional, a nova pesquisa visual usa uma imagem de consulta primária e visão computacional integrada para encontrar coleções semelhantes com base em critérios pré-programados como cores, padrões de texturas e formas geométricas.

“Encontramos maneiras objetivas para demonstrar visualmente o raciocínio da inteligência artificial para aprimorar os critérios de pesquisa dentro da plataforma. Após várias tentativas, conseguimos melhorar o mecanismo de busca visual utilizando funções muito mais complexas de comparação por imagens”, explica a professora de design Jo Briggs, coautora do estudo.

Experiência de usuário

O novo método de pesquisa visual foi implantado no acervo do Arquivo Nacional Britânico para catalogar milhares de coleções digitalizadas. A ideia é criar uma interface capaz de deixar os mecanismos de busca mais precisos, utilizando partes específicas de imagens para encontrar itens semelhantes.

O Deep Discoveries é um dos oito projetos financiados pelo programa cultural que pretende abrir a coleção do Arquivo Nacional Britânico para o mundo. A iniciativa de cinco anos vai beneficiar o público e os pesquisadores, tornando os acervos patrimoniais mais acessíveis para todos os usuários.

“O processo de design nos fez chegar a um entendimento comum que nos permitiu criar um protótipo em tempo real, acomodando os diferentes pontos de vista entre as equipes envolvidas neste projeto multidisciplinar. Com isso, foi possível desenvolver uma plataforma robusta e fácil de usar”, acrescenta o engenheiro de software do Arquivo Nacional Britânico Bernard Ogden.

Deep Discoveries

O projeto Deep Discoveries utiliza novos métodos de aprendizagem de máquina para criar uma plataforma de busca por visão computacional que pode identificar e combinar imagens em coleções digitalizadas em escala. A tecnologia de pesquisa se concentra em temas específicos, podendo, por exemplo, reconhecer uma rosa em um padrão têxtil e a mesma flor em um herbário ou em um vaso de cerâmica.

Busca visual identifica padrões comuns em diferentes objetos (Imagem: Reprodução/Arquivo Nacional Britânico)
Busca visual identifica padrões comuns em diferentes objetos (Imagem: Reprodução/Arquivo Nacional Britânico)

Com esse sistema de busca visual, os pesquisadores querem criar uma rede de coleções com imagens específicas de todo o Reino Unido, eliminando a necessidade de um único tipo de acervo unificador, baseado na procurar por palavras-chave como xilogravuras, pinturas, afrescos ou fotografias.

“Criar uma coleção digital integrada e acessível requer a investigação e implementação de muitos padrões e novas tecnologias. Mas a iniciativa também abre a porta para novos métodos lúdicos e criativos de busca e descoberta, como a pesquisa por visão computacional, que pode levar a maneiras inesperadas de envolvimento do público com as imagens digitalizadas”, encerra a chefe de pesquisa do Arquivo Nacional Britânico Lora Angelova.

Fonte: Canaltech

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