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Museu do Futebol comemora 100 anos do ex-goleiro Barbosa e debate racismo

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — “Barbosa abriu caminho no momento mais difícil que era ser negro e jogar futebol”, afirma o ex-goleiro Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, vítima de racismo na Arena do Grêmio em 2014, quando foi chamado de “macaco” por torcedores.

A homenagem de Aranha a Moacyr Barbosa (1921-2000), em vídeo, é um dos pontos altos da exposição que começa hoje e homenageia o goleiro no Museu do Futebol, em São Paulo.

A mostra “Tempo de reação — 100 anos do goleiro Barbosa” coloca o ex-arqueiro da seleção no centro do debate sobre o racismo. Por meio de um acervo de fotografias e documentos preservados por Tereza Borba, sua filha adotiva, a exposição traz à tona o fardo da decepção que Barbosa carregou por décadas pela tragédia do “Maracanazo”, como ficou conhecida a derrota do Brasil por 2 a 1 para o Uruguai na Copa de 1950.

— Quando se aponta que o Brasil perdeu porque o goleiro falhou, quem é esse goleiro? O que está por trás disso? Depois da Copa, os dirigentes e a imprensa, basicamente brancos e letrados, carregaram na tinta a questão racial — afirma o historiador Marcel Tonini, responsável pela pesquisa da exposição junto ao Centro de Referência do Futebol Brasileiro.

Um dos méritos da exposição é ressignificar a trajetória do ex-goleiro que, embora um verdadeiro colecionador de títulos, foi tratado por décadas como símbolo de fracasso. Na seleção brasileira, o ex-arqueiro foi campeão sul-americano em 1949 e vice mundial no ano seguinte — até então, a melhor campanha do Brasil numa Copa. No Vasco, é o jogador que tem mais troféus: 15 títulos. Entre eles, o Sul-Americano de clubes de 1948 (precursor da Libertadores) e seis Cariocas (1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958).

Na exposição também são apresentados dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol e um mapa de ações de combate ao racismo no futebol.

Os curadores reproduziram uma baliza idêntica a de um campo de futebol para que os visitantes possam ter a sensação próxima a de um goleiro durante uma cobrança de pênalti. Há, ainda, uma seção com dados históricos sobre as regras impostas aos goleiros no futebol e a evolução da posição no esporte, além de uma série de depoimentos em vídeo de atletas como os ex-jogadores Zetti e Jefferson e Thaís Picarte, goleira do Santos.

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