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Mundo pode ter tido até 10 milhões de mortes a mais do que o registrado, diz Economist

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de mortes por Covid-19 no mundo pode ser até quatro vezes maior do que o registrado até o momento. O cálculo, feito pela revista The Economist, leva em consideração o excesso de mortes registrado em 2020, cujo valor é maior ainda nos países pobres e em desenvolvimento.

Até esta sexta-feira (14), 3.347.154 pessoas morreram no mundo por Covid-19, segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA). Países como os Estados Unidos (584.510) e o Brasil (430.417) ocupam, respectivamente, o primeiro e segundo lugar no número de mortes absolutas pela doença.

De acordo com o levantamento, o número de mortes em excesso no mundo registradas até o início deste mês é de 4,5 milhões, mas esse valor leva em consideração apenas os números oficiais divulgados pelos países.

No entanto, os dados relativamente baixos de países da África subsaariana e de alguns países do sudeste asiático têm intrigado especialistas, que veem a possibilidade de subnotificação. Com base nisso, a revista fez um modelo matemático para estimar, a partir do número de mortes em excesso registrados, quantas mortes por Covid podem ter ocorrido nesses países e não entraram nos números oficiais.

De acordo com o cálculo, o número de mortes por Covid estaria entre 7 milhões e 13 milhões —ou até 10 milhões de mortes a mais do que o reportado oficialmente.

Um exemplo é a África do Sul, o país africano com o maior número de mortes por Covid: 55 mil. Isso dá uma taxa de 92,7 mortes por cem mil habitantes, mas até o último dia 8 de maio o país registrou 158.499 mortes em excesso, isto é, acima do número de mortes esperadas por causas naturais —excetuando-se acidentes— no território.

De acordo com autoridades de saúde, é esperado que de 85% a 95% dessas mortes em excesso sejam por Covid, o que levaria o país a registrar, no mínimo, 181.475 óbitos.

Em geral, a subnotificação de mortes por Covid, assim como de casos, ocorre pela falta de uma política de testagem. Para confirmar uma morte pela doença causada pelo coronavírus é necessário um resultado positivo do exame comprovando a infecção no momento do óbito.

Como a taxa de testagem mundial é baixa, a expectativa é de que haja a subnotificação em outros lugares também. No Brasil, levantamento feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretarias de Saúde estaduais) divulgado no dia 29 de março aponta 275.587 mortes em excesso em 2020.

Mas essa discrepância entre os números oficiais da Covid e o excesso de mortalidade não acontece de maneira homogênea no mundo. Ainda de acordo com o levantamento da Economist, o excesso de mortalidade se concentra em países de baixa e média renda. Nos países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a razão entre o número de mortes oficiais e o número estimado é 1,17 vezes maior. Já na África subsaariana, estima-se que o número de mortes equivale a 14 vezes o registro oficial.

Como muitos dos países não reportam o excesso de mortalidade, no entanto, o levantamento feito pela reportagem é uma estimativa e pode não refletir a realidade, mas considera diversas variáveis como taxa de testagem, número de novas mortes registradas por 24 horas e também fatores demográficos, como a população majoritariamente jovem ou não —que influencia também no número de mortes.

Analisando as regiões do planeta separadas, o cálculo encontrou intervalos de confiança amplos em alguns lugares justamente por essa falta de padrão na notificação. Por exemplo, na Ásia a estimativa é de 2,4 a 7,1 milhões de mortes em excesso (número oficial de mortes 600 mil), na América Latina e Caribe, entre 1,5 mi e 1,8 mi de mortes (foram reportadas 600 mil), número parecido na Europa, entre 1,5 mi e 1,6 mi de mortes a mais (com 1 milhão de mortes aproximadamente reportadas) e na África de zero a 2,1 mi (contra 100 mil contabilizadas).

Para os Estados Unidos e Canadá a estimativa fica abaixo de 1 milhão de mortes em excesso, enquanto na Oceania os números são muito baixos, entre 12 mil e 13 mil mortes a mais das 1.218 registradas oficialmente.

Devido à subnotificação dos países africanos e asiáticos, o intervalo de mortes em excesso nesses locais é o maior registrado e vem em consonância com o aumento recente de mortes em alguns países como a Índia, que vive uma situação de colapso do sistema de saúde.

O levantamento da Economist é independente de outro feito pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washignton. Divulgada no último dia 6, a previsão do instituto contabiliza quase 7 milhões de mortes por Covid-19 até o momento —um pouco mais que o dobro do número oficial.

As metodologias empregadas nos dois cálculos são distintas, e segundo o modelo do IHME o Brasil já teria registrado 595.903 mortes —condizente com o painel do Conass, de 275.587 mortes acima das 417.176 registradas no dia 6 de maio, quando foi feito o levantamento do instituto norte-americano.

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