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Mundo da energia se reuniu sobre o aumento de emissões de gases do efeito estufa

Catherine HOURS
·3 minuto de leitura
Os EUA são o segundo maior emissor mundial de gases de feito estufa

Com vistas à COP26 no final do ano, o mundo da energia se reuniu nesta quarta-feira (31) para ver como pode limitar suas emissões de gases do efeito estufa, que podem disparar em 2021 com a recuperação econômica.

A Agência Internacional de Energia (AIE) e a presidência britânica da Cúpula do Clima COP26, prevista em novembro em Glasgow, realizaram uma reunião internacional à distância nomeada "Cúpula Net Zero".

"Não podemos simplesmente permitir outra década de deliberações" diante de um "futuro apocalíptico", declarou o britânico Alok Sharma, presidente da COP26.

Os responsáveis de cerca de 40 países abordaram principalmente como o setor energético, principal emissor de CO2, pode contribuir para alcançar o objetivo ambicioso de neutralidade das emissões de gases de efeito estufa para meados do século.

Depois da paralisação provocada pela pandemia de covid-19 - que causou uma desaceleração sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial -, as emissões vinculadas à energia voltaram a subir e os número em dezembro de 2020 já superaram os de 2019.

Uma recuperação econômica não tão "verde" está chegando, alertou a ONU em março, apesar das promessas de muitos governos.

"Se os Estados não lançarem medidas a favor das energias limpas o quanto antes, não me surpreenderia ver um aumento muito forte em 2021", alertou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

- 20% de planos "verdes" -

O transporte é um setor bastante emissor junto com a indústria e a produção de eletricidade, que experimenta um boom de carros elétricos e principalmente de carros "off-road" (respectivamente 4% e 42% das vendas em 2020).

Dezenas de países, que representam 70% das emissões globais, se comprometeram a alcançar a neutralidade do carbono até 2050 (2060 para a China), para manter o mundo abaixo de um limite já perigoso por si só de +2° C de aquecimento em comparação com a era pré-industrial.

Até a COP26, os Estados também devem apresentar seus planos nacionais de redução de emissões melhorados, geralmente para 2030, como prevê o acordo de Paris.

Atualmente, cerca de 80 países, entre eles os membros da UE e o Reino Unido, já cumpriram com esse requisito.

Os Estados Unidos, que retornaram ao acordo sobre o clima em janeiro após a eleição do presidente Joe Biden, devem apresentar seus planos antes de 22 de abril, data de uma cúpula organizada por Washington pelo Dia da Terra.

Nesta quarta-feira, o emissário americano para o clima John Kerry prometeu que seu país apresentará em breve novos compromissos ambiciosos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

"Dentro de algumas semanas (...) anunciaremos nossa NDC (contribuição determinada a nível nacional) e será robusta", afirmou Kerry na reunião organizada pela AIE e pela presidência da COP26.

"Vamos reduzir nossas emissões, vamos acelerar de forma muito significativa, portanto não são só palavras bonitas por parte dos Estados Unidos", acrescentou.

Ainda assim, apenas 20% dos planos de recuperação pós-covid elaborados em todo o mundo são favoráveis para o meio ambiente, alerta a ONU.

O consumo de carvão voltou a subir, impulsionado pela Ásia, depois de cair 4% no ano passado. O carvão continua sendo atualmente a principal fonte mundial de CO2.

"Temos que nos livrar do carvão o mais rápido possível", pediu o vice-presidente da Comissão Europeia encarregado do clima, Frans Timmermans.

Em relação ao petróleo, a demanda poderia bater novos recordes nos próximos anos.

cho-jmi/ico/pb/erl/lda/mab/jz/aa