Mercado fechado

Mundial de Surfe feminino será decidido em ilha mítica

A última etapa decide a campeã: título inédito para Marks e Peterson ou o tetra de Moore? (WSL/Kelly Cestari)

Por Emanoel Araújo 

Em contos da cultura polinésia, é comum encontrar Maui como um semi-deus que tinha o anzol tão forte que fisgou o sol e, com a outra ponta da linha, puxou uma ilha das profundezas do Oceano Pacífico. A ilha do arquipélago do Havaí une o que há de mais exuberante na natureza. 

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM

Dos 3 mil metros da boca de vulcão até os 20 pés de ondas gigantes nas praias de Jaws, tudo parece fantástico. Nas areias de Honolua Bay, a havaiana Carissa Moore e as americanas Lakey Peterson e Caroline Marks escreverão o último capítulo do surfe feminino em 2019. 

Leia também:

Não se engane pela beleza em volta. Dentro da água, esta última etapa no Havaí já decidiu os últimos cinco títulos mundiais. A ‘grande final’ acontece na ilha desde 2014.

:: CAROLINE MARKS

Mais uma vez Honolua recebe o momento mais decisivo no surfe. Nesse caso, pode ser histórico. Os seis mil pontos que separam a terceira colocada, Caroline Marks, da líder do ranking, Carissa Moore, alimentam as expectativas da garota. A americana de 17 anos pode ser a surfista mais jovem da história a conquistar um título mundial. Mesmo sem a taça, ela é tratada como um fenômeno do surfe, como vemos aqui.

“Minha meta esse ano era estar no Top 5 e vencer um evento. Agora estou entre as três melhores, venci dois eventos e ainda estou competindo pelo título Mundial e uma vaga nas Olimpíadas! Estou tão empolgada por essa semana. Eu sei que todas as adversárias são difíceis de ganhar, mas eu vou tentar o meu melhor”

Ela já levou fácil o título de “novata do não. Com apenas 17 anos, Marks quer o título mundial (WSL/ Cestari)

:: LAKEY PETERSON 

Chegar a Maui competindo pelo título nos encalços da líder do ranking tem virado uma rotina para a americana Lakey Peterson. No ano passado ela perdeu a chance de empatar em pontos com Stephanie Gilmore e viu a australiana ir à final e vencer seu sétimo mundial. A determinação em se superar pode se contrapor ao medo de um dejavú dentro da água. 

“Eu não quero perder, ninguém quer. Quero vencer e isso é muito divertido, mas acho que é lembrar de ter perspectiva. Se você tem perspectiva, vai aproveitar a vida muito mais e, geralmente, é quando você se sair melhor”

Em clima de dejavú, Peterson quer aprender com as lições de 2018 (WSL/ Cestari)

:: CARISSA MOORE

Dominante em casa. Se pudéssemos definir o desempenho da havaiana Carissa Moore, seria com essas expressões simples e intensas – tal qual seu surfe. 

Carissa volta pra casa, mais uma vez, como líder do ranking. Natural de Honolulu, surfar na ilha vizinha (Maui) é como estar em seu próprio lá. Nas direitas de Honolua Bay, ela conquistou três das últimas cinco etapas finais (2018, 2015 e 2014). 

“O Havaí é o lugar onde você quer aparecer e mostrar que pode surfar e se apresentar bem, pois este é o berço do surf e onde estão algumas das melhores ondas do mundo. Estou muito animada para este último evento. Que legal que eu sou na corrida pelo título mundial com Lakey e Caroline. Há muito em jogo.”

Carissa Moore é a líder do ranking e favorita ao quarto título (WSL)

:: AS CONCORRENTES E AS CONTAS

A última etapa decide a campeã: título inédito para Marks e Peterson ou o tetra de Moore?

Nos próximos dias, a disputa decisiva será entre surfistas com diferentes currículos. Tricampeã mundial, Carissa busca voltar ao topo do mundo depois de quatro anos. Lakey mais uma vez liderou o ranking em boa parte da temporada e segue atrás do seu primeiro título mundial. Já Caroline Marks, de apenas 17 anos, quer se sagrar a mais nova de todos os tempos a ser a melhor do planeta.

Dona da camisa amarela, Carissa poderá festejar o tetracampeonato mundial mesmo se não vencer nenhuma bateria. Para isso, Lakey não pode chegar nas semifinais e Caroline na final. Dessa forma, as duas americanas igualariam a pontuação de Carissa (58.600) e uma bateria extra teria de ser disputada para definir a campeã.

A havaiana também levanta a taça se trocar seu pior resultado no ano, um 5º lugar, por um 3º lugar. Para isso precisa chegar nas semifinais em Maui. Se isso ocorrer, Lakey não poderá chegar na decisão e Caroline não vencer a etapa para Carissa seguir na ponta do ranking.

Mas se Carissa Moore chegar na decisão, só não será campeã se a final for contra Lakey Peterson, pois aí, quem vencer fica com o título mundial.

Resumindo:

- Se Carissa Moore vencer em Maui, conquista o título mundial.

- Se Carissa Moore ficar em 2º lugar, Lakey Peterson precisa ficar em 1º para ser campeã mundial.

- Se Carissa Moore ficar em 3º lugar, Lakey Peterson precisa ficar em 2º e Caroline Marks ficar em 1º.

- Se Carissa Moore obtiver um 5º, 9º ou 17º, Lakey Peterson precisará ficar em 3º e Caroline Marks em 2º para forçar uma bateria extra para definir a campeã mundial.

:: PREVISÃO E TRANSMISSÃO

Os primeiros dias da finalíssima não são animadores. Com ondas que chegam, no máximo,  a 3 pés (meio metrinho) há a possibilidade de termos, efetivamente, surfe a partir do final de semana. As chamadas serão realizadas diariamente às 3h30 da tarde (horário de Brasília) e você pode assistir pelo app ou pela página da WSL no Facebook.  

Com tanta história em um só lugar, o Yahoo Esportes garante emoção e um show de surfe. As notícias, é claro, você segue acompanhando com a gente aqui.

Siga o Yahoo Esportes

Twitter |Flipboard |Facebook |Spotify |iTunes |Playerhunter