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Mulheres têm melhor tempo de resposta em carros semiautônomos, diz estudo

Você sabia que homens e mulheres reagem em tempos diferentes quando precisam intervir em situações de emergência ao volante de carros semiautônomos? Pois é. Foi isso o que os resultados de uma pesquisa da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, indicaram.

Segundo os dados publicados na revista Nature Scientific Reports, as mulheres respondem de maneira mais rápida e se comportam de forma mais estável quando precisam assumir o volante de carros semiautônomos nível 3, ou seja, que precisam da interferência humana em determinadas situações.

Principal responsável pela pesquisa, o Dr. Shuo Li, da Escola de Engenharia da Universidade de Newcastle, explicou o porquê resolveu desenvolver o estudo, que envolveu um total de 76 motoristas, sendo 33 mulheres e 43 homens.

Estudo da Universidade de Newcastle utilizou 76 motoristas, 33 mulheres e 43 homens (Imagem: Divulgação/Universidade de Newcastle)
Estudo da Universidade de Newcastle utilizou 76 motoristas, 33 mulheres e 43 homens (Imagem: Divulgação/Universidade de Newcastle)

"Nossa pesquisa reforça a importância de combater a desigualdade no contexto da mobilidade futura,. práticas que consideram plenamente as necessidades, requisitos, desempenho e preferências dos usuários finais de diferentes grupos demográficos”.

Próximos passos

Segundo o Dr. Shuo Li, na próxima etapa, chamada de pesquisa de acompanhamento, a ideia é explorar as diferenças de gênero nas necessidades e requisitos associados a tarefas não relacionadas à direção em veículos automatizados de nível 3 para, então, “investigar o efeito da execução dessas tarefas no comportamento e desempenho dos usuários finais”.

“Esta pesquisa faz parte de um programa de trabalho mais amplo que está nos ajudando a entender a questão e os desafios de projetar veículos automatizados que os usuários finais poderão entender e usar com segurança”, finalizou Phil Blythe, professor de sistemas de transporte inteligentes da Escola de Engenharia da Universidade de Newcastle, co-autor do estudo.

Fonte: Canaltech

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