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Conheça o 'Movimento Surfistas Negras'

Érica Prado (centro) vive do surfe, mas também encara o racismo e o machismo (Arquivo pessoal)

Por Emanoel Araújo 

Como já noticiamos aqui, a ausência de negros no surfe pode ser explicada por aspectos históricos e culturais. 

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Entretanto, na semana da Consciência Negra a pergunta pode incluir um outro problema da nossa sociedade: o machismo. Por que há tão poucas mulheres? E, dentro desse pequeno grupo, as negras não são vistas?

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O questionamento levou a apresentadora do Woohoo e ex-surfista profissional, Érica Prado, a criar o Movimento Surfistas Negras ( Instagram: @surfistasnegras ). A representatividade que o movimento garantia foi um sucesso logo no início. Afinal, apresentou referência aos seus seguidores do perfil no Instagram que puderam sonhar em ser como Yanca Costa. 

Yanca foi vice-líder do Brasileiro de Surfe 2019 e não foi além por falta de patrocínio para ir à uma etapa  (Arquivo Pessoal)

A cearense é um exemplo da ação do Movimento. Negra e nordestina, as campanhas publicitárias que têm outro padrão de beleza e a distância dos grandes mercados fizeram as oportunidades passarem longe de suas expectativas. Mesmo sendo a vice-campeã brasileira, Yanca pode perceber o efeito direto desta “falta de mercado”: sem patrocínio ou propostas ela não teve dinheiro necessário para competir a segunda etapa do campeonato nacional, em Itacaré (BA). 

“As surfistas negras e/ou nordestinas sempre foram potência no cenário do surfe nacional e mundial. É de extrema importância que essa geração, fissurada nas atletas que estão em alta, hoje dia conheça a história de surfistas como a pernambucana Nuala Costa,  ex-competidora que faz um trabalho lindo no nordeste voltado para mulheres, e a cearense Tita Tavares, representante do Brasil no circuito mundial por mais de uma década”

Érica Prado – fundadora do Movimento Surfistas Negras 

:: 1º ENCONTRO NACIONAL DE SURFISTAS NEGRAS/NORDESTINAS

Durante o dia 23 de novembro, a praia da Barra da Tijuca será o palco de um encontro inédito. Com o objetivo de estimular cada vez mais mulheres a surfar, o evento terá aulas de surfe ministradas pela Longarina, uma roda de conversa com o tema “Mulher negra x Surfe” e, pra finalizar, o surfe competitivo dá espaço a uma bateria especial formada só por surfistas profissionais e ex-profissionais de diversas gerações. 

Com a coprodução da Longarina e o apoio de Roxy Brasil, Purezas da Estação, Pranchas TBC, Franz Muller Surfboards haverá sorteio de duas pranchas. A inscrição para o evento custa 50 reais. Para mais informações, consulte os perfis nas plataformas digitais do Movimento de Surfistas Negras.

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