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Mulheres aceleram saída do mercado de trabalho nos EUA

Catarina Saraiva
·1 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As mulheres, especialmente aquelas na faixa etária com maior probabilidade de ter filhos pequenos, estão abandonando o mercado de trabalho em ritmo mais rápido desde o auge da pandemia, já que muitas escolas e creches continuam fechadas.

A participação na força de trabalho de mulheres entre 25 e 54 anos caiu para 74,2% em setembro, abaixo de 74,9% em agosto, depois de quase atingir recorde histórico pouco antes da chegada do vírus, de acordo com dados do Departamento de Trabalho.

Ao mesmo tempo, os negros americanos - que têm suportado grande parte do peso da perda de empregos nos últimos meses - viram uma melhora em sua situação de trabalho à medida que a diferença entre o desemprego de negros e brancos diminuiu pela primeira vez desde abril.

Economistas e autoridades do Federal Reserve expressaram repetidamente preocupação sobre como as mulheres e as minorias estão sendo desproporcionalmente impactadas pela pandemia. Os reveses ameaçam apagar anos de progresso econômico e podem ter implicações duradouras para a recuperação dos EUA.

O desemprego feminino está em 8% enquanto o masculino está em 7,7%. Em fevereiro, a taxa feminina ficou abaixo da masculina. O número de mulheres que relataram estar fora da força de trabalho por motivos familiares saltou de 55.000 em agosto para 79.000, mostram os dados.

A taxa de desemprego entre os americanos negros - embora esteja melhorando - é quase o dobro dos americanos brancos, depois de um estreitamento histórico antes da pandemia.

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©2020 Bloomberg L.P.