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Mulher sofre queimaduras após celular pegar fogo no interior de SP

Felipe Demartini

Uma mulher de 45 anos foi ferida após um celular da marca Motorola pegar fogo enquanto carregava em sua casa, na cidade de Salto (SP). Andreia Marques Jenkofsky teve o braço e o cabelo queimados depois de o aparelho de seu marido, Márcio Pereira Rodrigues, pegar fogo após ser deixado conectado à fonte durante a noite, sobre um criado-mudo ao lado da cama do casal. De acordo com ele, o carregador original estava sendo usado no momento do acidente e o dispositivo não apresentou problemas antes disso.

Rodrigues disse ter sido acordado com um barulho e o clarão causados pela combustão, que causou um incêndio na cama, atingindo o colchão e o lençol. O casal relatou momentos de pânico e uma ida ao hospital por conta dos ferimentos de Jenkofsky, que foi liberada pela instituição da cidade pouco depois devido à pouca gravidade das queimaduras. O marido não sofreu ferimentos.

O caso foi publicado pelo G1 e, para o casal, deve servir de alerta para a população, uma vez que os dois achavam que esse era o tipo de coisa que só se via em vídeos nas redes sociais. Em comunicado enviado ao Canaltech, a Motorola disse ter entrado em contato com Jenkofsky assim que soube do ocorrido, oferecendo todo o suporte necessário.

Além disso, a empresa disse já ter recebido o produto avariado e que fará as análises técnicas necessárias para entendimento do caso. Ainda, a Motorola afirma ter como sua principal prioridade a segurança dos consumidores e que todos os produtos são cuidadosamente projetados e fabricados com os mais altos padrões de excelência em qualidade, passando também por testes antes de chegarem aos usuários.

Bateria de aparelho da Motorola pegou fogo durante a madrugada, causando ferimentos a uma estudante de enfermagem (Imagem: Reprodução/G1)

Deixar o aparelho carregando ao longo da noite pode parecer uma alternativa prática, mas não é a mais recomendada, justamente pelo fato de o usuário não estar atento para a ocorrência de acidentes como estes. De acordo com o engenheiro elétrico Levi Rodrigues da Silva, o ideal é que o celular esteja sempre sob supervisão enquanto estiver conectado à tomada, com o recarregamento da bateria sendo feito sempre por meio de cabos e fontes originais ou certificados pela fabricante.

Essa orientação é reforçada pela Motorola, que ao falar sobre o caso, também indicou o uso, apenas, de acessórios e equipamentos projetados, fabricados e aprovados por ela como uma medida de proteção importante para os aparelhos. Ela sugere, ainda, que os usuários leiam o manual e sigam seus termos de uso.

Além disso, o especialista dá outras dicas de segurança, como não deixar o carregador conectado durante o uso e preferir superfícies de madeira dura ou pedra, para que o fogo não se espalhe em caso de acidentes. Por outro lado, Silva acalma os usuários afirmando que, caso as orientações de segurança sejam seguidas, incêndios e problemas desse tipo são raros, e os ferimentos, mais ainda.

“Uma bateria não é uma granada”, completou, em entrevista dada para a publicação de um guia completo sobre o assunto no Canaltech. De acordo com o engenheiro, componentes desse tipo não detonam nem espalham cacos para todos os lados, com os machucados sendo causados, normalmente, pelo incêndio e interação do fogo com outros objetos inflamáveis que estejam pelo ambiente.


Fonte: Canaltech

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