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Mulher que cobrou Bolsonaro no Alvorada é assessora de Fernando Holiday

Bolsonaro ouviu as críticas e depois pediu que a mulher saísse do Palácio do Alvorada.

A mulher que cobrou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã desta quarta-feira (10) na saída do Palácio do Alvorada, em Brasília, é assessora de gabinete de Fernando Holiday (Patriota), vereador pelo DEM em São Paulo.

Cristiane Damo Bernart, que se identificou como eleitora de Bolsonaro durante a fala, levou um cartaz ao presidente com os números dos mortos pelo novo coronavírus no Brasil e cobrou ações do governo.

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“Nós temos hoje 38 mil famílias com mortos por causa da Covid. E realmente, assim, não são 38 mil de estatística. São 38 mil famílias que estão morrendo neste momento, 30 mil pessoas que estão chorando. Como chefe da nação, eu fiz campanha para o senhor, acho até que o senhor me conhece. Eu sinto que o senhor traiu nossa população”, disse ela.

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O momento foi gravado e divulgado nas redes sociais, mostrando depois a reação do presidente, que ordenou que ela saísse do Alvorada.

“Se você quiser falar, sai daqui, que você já foi ouvida. Cobre seu governador. Sai daqui”, disse o presidente. Bolsonaro ainda afirmou que o discurso da eleitora era demagógico e reclamou que o diálogo seria matéria na imprensa o dia todo.

A confirmação da ocupação do cargo público partiu do próprio vereador. No Twitter, Holiday publicou a reprodução de um documento no qual autorizaria Cristiane a se ausentar do gabinete nesta terça e ter o salário descontado, sem abono de falta.

Holiday, que também é coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), parabenizou a atitude de sua assessora. “A Cris Bernart, que protestou de forma corajosa contra o presidente hoje, é sim minha assessora. Mas, ao contrário do que o gado diz, ela não recebeu para isso. Não pertenço a mesma laia de quem usa dinheiro público para fazer manifestação. Segue a prova.”, escreveu Holiday.

Antes simpáticos ao presidente, o MBL tem se distanciado de Bolsonaro e feito críticas ao governo federal. Em abril deste ano, o MBL protocolou um pedido de impeachment contra Bolsonaro, destacando o cometimento de pelo menos três crimes de responsabilidade. O vídeo também foi postado nas redes do próprio movimento.