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Mulher é acusada de roubar dinheiro de vaquinha virtual que fez para filho com câncer, diz emissora

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
Daiane é acusada de desviar dinheiro da vaquinha para uso pessoal (Foto: Reprodução/TV Record)
Daiane é acusada de desviar dinheiro da vaquinha para uso pessoal (Foto: Reprodução/TV Record)

A diarista Daiane de Paula Camargo, moradora de Guarapuava, no interior do Paraná, é acusada de desviar o dinheiro arrecadado em uma vaquinha virtual promovida por ela mesma para financiar o tratamento de saúde do próprio filho, de 12 anos, que tem câncer e precisou de um transplante de medula óssea. Valores chegam a R$ 116 mil.

De acordo com o Domingo Espetacular, da Record, as acusações partem de diversas pessoas que doaram para o filho de Daiane entre 2017 e 2019.

Segundo investigações, boa parte do dinheiro era utilizado na compra de roupas, sapatos e até tatuagens pela mãe do menino. Uma cabelereira da cidade, inclusive, chegou a relatar ao jornal que Daiane admitiu ter pago a conta no salão com o dinheiro doado ao filho.

“Eu me senti lesada por uma pessoa que é mãe e eu acreditei piamente que [o dinheiro] fosse para o menino”, disse uma das doadoras em entrevista ao jornal.

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O esquema de Daiane só teria sido descoberto pois uma mulher que organizou um bazar beneficente em Guarapuava notou que a mãe do menino não prestava contas dos valores arrecadados. Essa mulher denunciou o caso na Vara da Infância e da juventude de Guarapuava. Segundo ela, o órgão arquivou a primeira denuncia sem investigá-la, mas, após ter recorrido o caso foi levado para delegacia de polícia.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) formalizou a denuncia contra Daiane na justiça e houve quebra do sigilo bancário. Foi constatado que no período de fevereiro de 2017 até julho de 2019, “a vítima menor recebeu doações que totalizaram aproximadamente R$116 mil” por meio de inúmeras pessoas para duas contas de Daiane.

De acordo com relatório do MP, Daiane “desviou quase que a totalidade desses valores em benefício próprio”. Ela é acusada de cometer estelionato e apropriação indébita. Se condenada por pegar de 6 a 8 anos de prisão.

A mãe do menino, no entanto, nega as acusações. “Eu não obrigo ninguém a me ajudar, só vai me ajudar aquele que quiser, não é?”, afirmou em depoimento à polícia.

Filho com leucemia

O filho de Daiane tem 12 anos e foi diagnosticado com leucemia quando tinha apenas 9. O garoto chegou a fazer quimioterapia, mas precisou de um transplante de medula. De acordo com a Record, a irmã do menino, dois anos mais velha, foi a doadora.

Os apelos nas redes sociais começaram quando o menino foi realizar o transplante em um hospital de Curitiba, na capital do estado. Em alguns vídeos, Daiane chegou a mostrar seu filho em uma crise de convulsão.

Na primeira campanha, Daiane escreveu que “precisamos atingir o objetivo dessa vaquinha pros tratamentos pós transplante de medula óssea, é a única vaquinha em nome do meu filho”.

A exposição da criança era tão grande, segundo jornal, que em determinada ocasião o serviço de assistência social foi acionado pela equipe médica “devido a mãe estar filmando todos os procedimentos médicos realizados no paciente durante o internamento”.

De acordo com o jornal, as contas em redes sociais e vaquinhas seguem ativas na internet. Em uma delas, há um link direcionando para um vaquinha que tem objetivo de arrecadar R$ 12 mil reais — metade do valor já foi adquirido. Daiane alega que o filho teria desenvolvido uma doença na qual o corpo reage ao transplante. No entanto, em nota, o hospital nega o diagnóstico.