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'Muito mais maduro', diz Bruno Fagundes sobre volta às novelas após 7 anos

·4 min de leitura
ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 08.08.2019 Bruno Fagundes (ator). Estreia do espetáculo
ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 08.08.2019 Bruno Fagundes (ator). Estreia do espetáculo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Afastado das novelas desde 2014, Bruno Fagundes, 32, já começou a preparar seu retorno ao produto mais popular da dramaturgia brasileira. Ele está escalado para a novela "Cara e Coragem", que tem previsão de estrear em 2022 na faixa das 19h da Globo.

O ator, que viveu o mocinho Renato na versão mais recente de "Meu Pedacinho de Chão" (2014), contou que fez teste para o novo papel após um longo período sem receber convites da emissora. Mas não guardou rancor.

"Eu fiz coisa pra caramba nesse período", comenta em entrevista ao F5. "Talvez se eu tivesse feito várias novelas seguidas não teria conseguido fazer teatro e as séries que fiz para o streaming. Eu entendo que estou voltando em um momento muito diferente, muito mais maduro e seguro do meu trabalho."

Na trama da autora Claudia Soto, ele vai dar vida ao coreógrafo de uma companhia de dança aérea. O estilo acrobático pode ser conferido em espetáculos da brasileira Deborah Colker e do grupo argentino Fuerza Bruta, por exemplo.

"Eu ainda não tenho muita informação sobre o personagem, mas sei que a novela vai me exigir uma qualidade corporal muito grande", adianta. Por isso mesmo, ele já começou a procurar atividades que possam ajudá-lo mais adiante na composição.

Ele voltou a fazer aulas de circo, algo que havia deixado de lado durante a pandemia. "Os movimentos de circo são muito usados na dança aérea", explica. "Eu faço trapézio e também um pouco de tecido, mas estou treinando para ficar mais habilidoso."

"Normalmente a gente tem que correr atrás daquilo que a gente não conhece para desenvolver o personagem, mas nesse caso o personagem é que vai ter que correr atrás de mim", brinca. "Espero ter a oportunidade de mostrar tudo o que sei."

O ator diz que, sempre que puder, pretende não contar com dublê nas cenas, por isso procurou as aulas antes mesmo que isso fosse exigido pela direção da novela. "Eu comecei porque odeio não me sentir preparado e também porque o ritmo de novela é muito intenso, então prefiro chegar com essa ferramenta no corpo. Não tem como construir algo assim da noite pro dia."

Fagundes também diz que estava louco para retomar à atividade porque descobriu nela uma forma de se manter em movimento. "Às vezes, tenho momentos mais introspectivos na vida, em que simplesmente não faço muita coisa, em outros fiquei super voltado para o treino, mas com o circo eu descobri o meu esporte mesmo", diz. "Posso ficar 3 horas treinando que eu não vejo a hora passar."

Filho de Antonio Fagundes, um dos maiores galãs da TV de todos os tempos, o ator diz que alcançou uma relação saudável com o próprio corpo, mas já sofreu por não ter o corpo tão sarado quanto o de alguns colegas. "A gente está na era da imagem, né", lembra. "Ficamos sujeitos a comparações o tempo inteiro, o que é uma coisa triste."

Longe de estar acima do peso, o ator conta que também não voltou ao físico de quando fotos dele de sunga viralizaram na internet. E que está tudo bem.

"Se um trabalho me exclui porque não tenho tanquinho, acho até melhor", afirma. "Quer dizer que minha contribuição é outra. Eu só espero que existam oportunidades para quem não tem. Acho que isso está começando a mudar, felizmente a gente começa a ver personagens mais próximos da realidade."

Também para o ano que vem, após a novela, Bruno Fagundes prepara o espetáculo "A Herança", que ele pretende estrelar e produzir. "Assim que tiver uma chance, eu vou estar no teatro, não abro mão nunca", conta. "Para esse projeto, estou esperando o momento certo porque não quero queimar a largada."

Além disso, também está rodando uma produção para o streaming, da qual ainda não pode dar detalhes, após ver seu personagem em "3%" (Netflix) crescer ao longo da trama. Sobre essa série, ele comenta que há muitas semelhanças com a trama da sul-coreana "Round 6", que se tornou uma das mais populares de todos os tempos.

"Tem coisas muito parecidas, desde as diferenças sociais, a segregação, a violência, os arquétipos dos personagens, mas a nossa não chegou nem perto de ser a febre que 'Round 6' virou", compara. "É importante a gente valorizar o nosso conteúdo, porque a gente faz com a mesma dedicação. Não temos o mesmo dinheiro e a mesma tradição, mas temos a matéria-prima."

"A gente não pode deixar as produções nacionais morrerem", avalia. "O governo nunca ajudou a cultura no Brasil, nunca foi uma política de estado, como na Coreia. Agora está pior porque virou um ataque direto, quase uma violência, mas a gente tem que continuar fazendo a nossa parte como cidadão."

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