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Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, diz estudo

·2 min de leitura
Containers are seen during a workers' strike at Latin America's biggest container port in Santos, Sao Paulo state, Brazil, September 14, 2016. Picture taken September 14, 2016. REUTERS/Fernando Donasci
Quando afetam a zona portuária, os vendavais podem causar a paralisação das operações por instabilidade nos equipamentos
  • Relatório feito pela Antaq e por agência alemã revela como setor portuário deve enfrentar crise do clima;

  • Estudo concluiu que setor portuário brasileiro deve se tornar mais resiliente contra mudanças climáticas;

  • Aumento do nível do mar, tempestades e vendavais são principais ameaças ao setor;

Um estudo feito pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) revelou que os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro, segundo informações do Estadão.

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O estudo mapeou as principais ameaças climáticas e os impactos da mudança do clima em 21 portos públicos brasileiros. Com o resultado, a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. O documento, divulgado na última segunda-feira (22), apontou três fatores como principais ameaças climáticas para o setor.

Aumento do nível do mar, tempestades e vendavais são principais ameaças ao setor

O estudo revelou que os vendavais são uma das principais ameaças do setor portuário. Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos (SP) está entre as sete estruturas que já correm risco alto em razão dessa intempérie, junto dos portos de Imbituba (SC), Recife (PE), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ). Esse número pode chegar a 16 em 2050, aponta o estudo, considerando riscos altos e muito altos.

Quando afetam a zona portuária, os vendavais podem causar a paralisação das operações por instabilidade nos equipamentos ou o fechamento de acesso aos portos. Por estarem localizadas em zonas costeiras, as instalações portuárias são afetadas direta ou indiretamente por eventos extremos, como tempestades, aumento do nível médio do mar e inundações, por exemplo, além dos vendavais.

No caso das tempestades, o estudo revelou que dez portos apresentam um risco climático considerado alto ou muito alto, situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias, deslizamentos e paralisação nas operações. Se observadas as projeções para 2030, 11 portos brasileiros ainda poderão ter o risco de aumento do nível do mar classificado como alto ou muito alto, entre eles o de Santos (SP) e o de Paranaguá (PR).

De acordo com dados da Antaq, os portos são responsáveis por movimentar uma média anual de R$ 293 bilhões, representando 14,2% do PIB nacional. Além disso, 95% do comércio exterior do Brasil, em peso, passa pela infraestrutura portuária, o que demonstra a urgência no enfrentamento do setor para soluções contra as mudanças climáticas.

(Com informações do Estadão)

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