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As mudanças climáticas podem arruinar seu prazer de tomar um cafezinho

·3 min de leitura

Uma pesquisa liderada pela Friedman School of Nutrition Science and Policy, revelou como as mudanças climáticas estão afetando cada vez mais as plantações de café do mundo, alterando o sabor, aroma e até mesmo qualidade nutricional. Além disso, o estudo revelou as implicações negativas para a produção mundial de café, bem como os desafios para tornar seu cultivo sustentável.

As plantações de café são responsáveis por cobrir 27 milhões de acres da superfície terrestre, distribuídas em mais de 50 países. Muitos produtores já enfrentam as consequências das mudanças climáticas sobre a produção. O estudo conduzido pela parceria entre Friedman School of Nutrition Science and Policy e a Montana State University também revelou que algumas técnicas modernas podem combater estes efeitos.

(Imagem: Reprodução/Unsplash/Clint McKoy)
(Imagem: Reprodução/Unsplash/Clint McKoy)

Para o estudo, os pesquisadores revisaram 73 artigos publicados para analisar parâmetros como os 10 fatores ambientais mais predominantes e as condições de gestão associadas às mudanças climáticas, assim como a adaptação ao clima. “Fatores que influenciam a produção de café têm grande impacto no interesse dos compradores, no preço do café e, em última instância, na subsistência dos agricultores que o cultivam”, explicou Sean Cash, coautor da pesquisa.

A equipe notou que as tendências mais predominantes estão associadas às fazendas em altitudes mais elevadas, onde o sabor e aroma do café são melhores, e à grande exposição das plantações à luz solar com a diminuição na qualidade do grão. De modo geral, a revisão concluiu que a qualidade do café é suscetível ao estresse hídrico e ao aumento da temperatura e CO2 — embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar esta relação.

(Imagem: Reprodução/Mike Kenneally/Unsplash)
(Imagem: Reprodução/Mike Kenneally/Unsplash)

Algumas maneiras de abrandar os efeitos das mudanças climáticas, segundo os pesquisadores, seriam o gerenciamento do controle de sombra e luz nas plantações, seleção e cultivo de grãs resistentes ao clima e o controle de pragas. “É importante estudar esses impactos nas lavouras em geral, não apenas no café. Nossos sistemas alimentares apoiam nossa segurança alimentar, nutrição e saúde”, acrescentou a etnobotânica e coautora da pesquisa, Selena Ahmed.

Café criado em laboratório seria a alternativa?

Cientistas do Centro de Pesquisa Técnica (VTT, na sigla em inglês) da Finlândia — país que mais consome café no mundo — estão trabalhando no que eles chamam “café sustentável”, criado em laboratório, sem passar por qualquer cultivo convencional. Segundo os pesquisadores, este café poderia evitar muitos dos problemas ambientais associados ao cultivo em massa de plantações de café.

(Imagem: Reprodução/Heiko Rischer et al./VTT)
(Imagem: Reprodução/Heiko Rischer et al./VTT)

O café sustentável não é produzido a partir de grãos, mas de um aglomerado de células da planta de café cultivados nas condições de temperatura, luz e oxigênio rigorosamente controlados em laboratório. Após torrado, o pó deste café pode ser consumido da mesma maneira que o tradicional — embora ainda não seja permitido seu consumo.

A equipe ainda realiza uma análise mais aprofundada para estimar o quão sustentável este produto seria em uma escala global de produção. “Já sabemos que nossa pegada hídrica, por exemplo, é muito menor do que o necessário para o crescimento do campo”, explicou o pesquisador Heiko Rischer. Por enquanto, os pesquisadores não podem ingerir o produto, apenas sentir o sabor e, então, cuspir a bebida.

(Imagem: Reprodução/Heiko Rischer et al./VTT)
(Imagem: Reprodução/Heiko Rischer et al./VTT)

Em comparação ao café convencional, o de laboratório é menos amargo e o sabor de café, em si, é menos acentuado. Em setembro deste ano, a startup Atomo anunciou ter arrecadado US $11,5 milhões para financiar seu café molecular, bem parecido ao desenvolvido pela equipe de Rischer. Apesar dos benefícios ambientais da produção em laboratório, os EUA e o Canadá pedem cautela quanto ao seu consumo, pois é um “alimento novo”.

Além disso, alguns especialistas dizem ser necessário analisar o impacto econômico ao substituir as plantações tradicionais de café pela produção em laboratório. Para Rischer, a Finlândia deve levar quatro anos para que o café sustentável obtenha uma aprovação e apoio comercial.

Fonte: Canaltech

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