Mudança faz Petrobras inflar superávit comercial de 2012

As mudanças em 2012 nos prazos para registro das importações de petróleo e derivados da Petrobras inflaram o superávit comercial do ano passado em US$ 4,5 bilhões, segundo os dados apresentados nesta sexta-feira pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres. Segundo ela, esse foi o volume de operações feitas no ano passado pela estatal, mas que serão contabilizadas nas estatísticas do primeiro trimestre deste ano. O saldo da balança comercial em 2012, que foi o pior nos últimos dez anos, fechou em US$ 19,4 bilhões, 34,8% inferior ao de 2011.

As importações da Petrobras influenciaram o resultado do ano passado, porque a Receita Federal passou a permitir, desde junho, que a estatal registrasse as operações de compra de combustíveis até 50 dias após o desembaraço da mercadoria. Por causa da extensão do prazo, as transações de importação de combustíveis e lubrificantes feitas no fim de 2012 somente serão contabilizadas este ano.

Mas, se o adiamento ajudou a melhorar o resultado de 2012, o registro desse estoque de importações começa a refletir negativamente nos dados de 2013. Em janeiro, o déficit comercial superou US$ 4 bilhões, o pior resultado mensal da série histórica do MDIC, iniciada na década de 1990. As importações no mês passado foram reforçadas em US$ 1,6 bilhão com operações da Petrobras em 2012. Outros US$ 2,9 bilhões devem ser registrados em fevereiro e março. Com isso, a secretária admitiu que novos déficits comerciais poderão ser registrados nestes dois meses. Ela afirmou que saldos positivos só devem ser esperados a partir de março.

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