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Mudança climática coloca em risco a árvore de Natal dos americanos

·3 min de leitura

Em junho passado, uma onda de calor brutal atingiu o estado de Oregon, nos Estados Unidos, elevando a temperatura para até 47 graus Celsius. Alguns dos mais afetados por essa catástrofe foram os produtores de árvores de Natal do estado. Um fazendeiro, dono de um terreno com cerca de 250 mil árvores, relatou que todas as suas mudas morreram com as altas temperaturas. Já as árvores mais velhas ficaram chamuscadas e marrons, em vez de verdes. As árvores levam nove anos para crescer — e como as mudanças climáticas tornam o calor extremo muito mais provável, está ficando mais difícil para elas sobreviverem por tanto tempo.

Em outra propriedade familiar, nas montanhas a leste de Sacramento, Califórnia, a maioria das mudas plantadas em fevereiro passado, no meio de uma seca extrema, morreu em julho. Em agosto, o grande incêndio florestal Caldor, que queimou mais de 200 mil acres no estado, atingiu essa fazenda e destruiu cerca de 40% das árvores maiores. A doença é outro desafio: um fungo que provavelmente está se espalhando por causa das altas temperaturas tem matado as espécies pinheiros escoceses e abetos fraser.

“Chegou ao ponto em que já não conseguimos cultivar algumas das espécies que eram as mais populares”, declarou Frans Kok, dono de uma fazenda de árvores de Natal em Middleburg, na Virgínia. A indústria — que Kok diz estar ainda mais preocupada com a competição das árvores de Natal de plástico do que com a mudança climática — ainda não está fazendo pesquisas suficientes para entender quais outras espécies têm maior probabilidade de prosperar no futuro.

Tudo isso significa que está ficando um pouco mais difícil e mais caro comprar árvores de Natal, simplesmente porque há menos árvores disponíveis. Este ano, os problemas gerais da cadeia de abastecimento também estão aumentando a escassez. As mudas mortas neste ano causarão uma escassez ainda maior daqui a oito anos, quando elas seriam colhidas.

Mas há alternativas, há formas diferentes de se conseguir uma árvore de Natal. Um programa sem fins lucrativos em São Francisco aluga árvores vivas de espécies não tradicionais que mais tarde serão plantadas nas ruas da cidade para ajudar a fornecer sombra e a absorver a poluição. Outros consumidores podem recorrer às velhas árvores artificiais — embora fabricar uma árvore em plástico PVC e enviá-la da China certamente aumente as emissões gerais. Uma árvore real absorve carbono à medida que cresce, e se ela for transformada em adubo (em vez de ser descartada em um aterro sanitário) depois das festas de fim de ano, sua pegada de carbono total pode ser cerca de 10 vezes menor do que a de uma árvore artificial.

Está muito claro que esse não é um problema que afeta apenas a decoração do feriado ou meia dúzia de agricultores norte-americanos. Afinal, os desafios enfrentados pelas fazendas de árvores de Natal refletem o que também tem acontecido em florestas maiores, onde o calor, a seca e as doenças estão matando as árvores, e onde as árvores mortas (ou morrendo) acabam contribuindo para que os grandes incêndios fiquem ainda maiores. Grandes incêndios estão queimando florestas de forma tão severa que, se não houver nenhuma intervenção, novas árvores podem não voltar a crescer, e ecossistemas inteiros podem desaparecer.

Mas nem toda a esperança está perdida: se os países agirem rapidamente e se as emissões globais caírem rapidamente, o mundo verá menos ondas de calor extremo e as coníferas terão uma chance maior de sobrevivência.

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