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Muco ajuda a combater a covid-19 no pulmão, sugere estudo

Em busca de formas naturais para controlar a infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, cientistas norte-americanos descobriram que alguns componentes do muco têm um papel fundamental na proteção do pulmão. Além disso, compreender os mecanismos envolvidos neste tipo de defesa contra a covid-19 abre portas para o estudo de novas medicações.

Publicado na revista científica Nature Genetics, o estudo sobre a atuação do muco no pulmão foi liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley), nos Estados Unidos. No entanto, os autores alertam que apenas alguns tipos de substâncias relacionadas ao muco têm um papel ativo no combate à infecção do vírus da covid-19.

Componentes do muco podem evitar e reduzir a replicação do vírus da covid-19 no pulmão (Imagem: Kalhh/Pixabay)
Componentes do muco podem evitar e reduzir a replicação do vírus da covid-19 no pulmão (Imagem: Kalhh/Pixabay)

Muco ajuda a proteger o pulmão

No estudo, a equipe de cientistas focou nas mucinas. Estas são consideradas o principal componente do muco encontrado nos pulmões. Através das análises em laboratório com tecidos humanos, foi possível observar que as MUC1 e MUC4 contribuem ativamente na defesa do pulmão.

“Nossos dados sugerem que as mucinas desempenham um papel fundamental na restrição da infecção por SARS-CoV-2, agindo como uma barreira aos vírus que tentam acessar nossas células epiteliais pulmonares”, explica Scott Biering, co-autor do estudo e pesquisador da UC Berkeley, em comunicado.

Outra questão são os níveis de concentração da mucina nos pulmões que podem afetar a evolução do vírus da covid-19 no organismo. Para ser mais específico, quando a concentração de MUC1 e MUC4 é maior, a tendência é que a doença seja menos grave.

Mudança no tratamento da covid-19?

Anteriormente, estudos sobre a infecção da covid-19 sugeriram que um acúmulo de muco poderia explicar o porquê de alguns pacientes desenvolverem formas graves da doença. Inclusive, foi proposto o uso de medicamentos para reduzir a quantidade de muco nos pulmões, o que retiraria esta possível proteção do organismo.

O ponto é que, segundo os autores do novo estudo, o comportamento das mucinas é complexo e nem todas têm um papel positivo na defesa dos pulmões. Estes são os casos das MUC5AC e MUC5B que não impedem a infecção e, em alguns casos, podem facilitar a replicação do vírus da covid-19.

“Alguém que produz muito do tipo certo de muco pode estar muito protegido. Mas alguém que produz muito do tipo errado de muco pode ter mais risco de infecção”, pontua Biering. “E alguém que produz muito pouco do tipo certo também pode estar em maior risco”, completa.

Agora, a equipe de cientistas planeja ampliar os estudos sobre a atuação do muco na defesa dos pulmões, com o objetivo de desenvolver novos tipos de antivirais.

Fonte: Canaltech

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