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MPRJ e MPMG buscam mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que está foragida

André Guilherme Vieira e Alessandra Saraiva

Suspeita é a de que ela estivesse escondida em casa de parentes em Minas Gerais O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG) realizam, nesta terça-feira, buscas em Minas Gerais em endereços de parentes de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, apurou o Valor PRO. A intenção é buscar a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar. Com mandado de prisão expedido, ela está foragida desde semana passada.

A suspeita do MPRJ é que Márcia estivesse escondida em casa em Minas Gerais, de parente já falecido. Segundo apurou o Valor PRO, as buscas são concentradas no bairro de São Bernardo, em Belo Horizonte. A ação é feita com a ajuda de homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Minas.

Mais tarde, o MPRJ confirmou a ação em comunicado. Segundo o MPRJ, a ação de hoje é realizada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ) e pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais (GAECO/MPMG). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Minas Gerais.

Foi informado mandado de prisão contra Márcia no mesmo dia em que Queiroz foi preso, na quinta-feira da semana passada, em Atibaia, no interior de São Paulo.

A ação que prendeu o ex-assessor, denominada "Operação Anjo", cumpriu medidas cautelares autorizadas pela Justiça relacionadas ao inquérito que investiga a chamada 'rachadinha'. Nesse esquema, de acordo com o MPRJ, servidores da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) devolveriam parte dos seus vencimentos ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro - hoje senador. A suspeita da Polícia é que Márcia também atuasse com o marido no mesmo esquema de ‘rachadinha’.

A casa em que Queiroz estava em Atibaia quando foi preso pertence ao advogado Frederick Wassef, que já atuou em defesa de Flávio Bolsonaro. Após o ocorrido, Wassef anunciou saída do time de defesa do político no último domingo.

No fim de semana, a Justiça do Rio negou conversão de prisão preventiva em prisão domiciliar, feito pela defesa de Queiroz - que alegou questões de saúde para o pedido de conversão.

Queiroz no dia de sua prisão em Atibaia (SP), em casa de advogado de Bolsonaro

Polícia Civil de São Paulo