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MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário e ex-dirigentes da Seap

·4 min de leitura

RIO — O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza, nesta quinta-feira, uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão para instruir investigação contra o ex-secretário Raphael Montenegro Hirschfeld e outros dois integrantes da antiga administração da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O material fará parte da investigação que apura se Montenegro recebeu vantagem ilícita para autorizar a saída de Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, conhecido como “Abelha”, do Complexo Penitenciário de Gericinó. O chefe de uma das maiores facções do Rio ganhou a liberdade no dia 27 de julho.

Os agentes cumprem os mandados na sede administrativa da Seap, no Centro do Rio; na sede administrativa do Complexo de Gericinó e no Instituto Penal Vicente Piragibe, ambos em Bangu, Zona Oeste da cidade. A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/RJ) tem o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). Os mandados foram expedidos pela 42ª Vara Criminal da Capital.

No pedido à Justiça para a expedição dos mandados, o MPRJ cita o pedido e o cumprimento da soltura de Abelha, que aconteceu apesar de o mandado de prisão contra ele estar ativo pelo 3º Tribunal do Júri da Capital. O criminoso ganhou a liberdade mesmo após o cartório da vara ter informado por meio eletrônico a pendência. A Secretaria de Administração Penitenciária o soltou sob a alegação que estava cumprindo ordem judicial da 29ª Vara Criminal. em entrevista ao GLOBO, Montenegro afirmou: 'Eu não soltei ninguém errado'.

Instantes depois de Abelha ganhar a liberdade, câmeras de segurança do entorno do complexo gravaram o momento em que o criminoso caminha do lado de fora da penitenciária, como mostrou o "Fantástico", da TV Globo. O carro que o cumprimenta é oficial e estava à disposição do secretário.

O ex-secretário foi preso durante a operação Simonia, realizada pela Polícia Federal, no dia 17 de agosto. Além de Montenegro, que era o secretário à frente da Seap, foram presos dois subsecretários da pasta — Wellington Nunes da Silva, da gestão operacional, e Sandro Farias Gimenes, superintendente. A ação teve como objetivo desarticular um esquema criminoso na cúpula da pasta estadual.

A ação acontece após a retirada de cela do principal chefe da maior facção criminosa do estado, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, do Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, em 28 de maio deste ano. O pedido foi feito por Montenegro, que fez uma visita à penitenciária para uma conversa com o detento no pátio. O fato chamou a atenção da direção da unidade prisional. Em conversas informais com integrantes da pasta, advogados de presos, servidores da Vara de Execuções Penais (VEP) e até com os próprios custodiados do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, Montenegro dizia ser necessário rever a decisão de manter detentos como Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chefe da mais importante facção criminosa do Rio, fora do estado.

Segundo o MPRJ, Wellington Nunes da Silva, na época subsecretário de Gestão Operacional da Seap, e Sandro Farias Gimenes, o então superintendente da Secretaria, estiveram na comunidade da Mangueira no dia seguinte à soltura de Abelha, tendo sido recebidos pelo próprio líder da facção criminosa do local, encontro no qual há registros fotográficos.

O órgão ainda cita a entrada de alimentos - como três tortas e salgados - na cantina do Presídio Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, onde Abelha ainda estava preso, no dia 24 de julho, três dias antes de ser solto, que seria para uma festa de aniversário para o criminoso. Câmeras de segurança registraram mais de uma visita de Montenegro à penitenciária, inclusive no dia de uma partida de futebol entre os presos e um dia antes do traficante ser solto.

A defesa de Raphael Montenegro disse, à TV Globo, que os fatos que justificariam as diligências nesta quinta-feira são antigos e já estão sendo apurados na esfera do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, e que "todas essas imputações resultarão, muito em breve, como absolutamente improcedentes".

Sobre a soltura de Abelha, diz que "em cumprimento a alvará de soltura regular, obedecidos todos os protocolos regulamentares, sendo certo que o prejuízo inicialmente apontado ao órgão que expediu o alvará foi descartado por certidão da própria 29ª Vara Criminal".

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