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MPF denuncia Sara Giromini por injúria e ameaça contra ministro Alexandre de Moraes

Luísa Martins

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília denunciou a ativista de extrema direita Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, pelos crimes de injúria e ameaça contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A acusação é assinada pelo procurador da República Frederick Lustosa e foi enviada à 15ª Vara da Justiça Federal, a quem caberá decidir se a investigada virará ou não ré pela prática continuada desses delitos. Em caso de condenação, ela deverá indenizar o ministro em R$ 10 mil, a título de danos morais.

A denúncia diz respeito a vídeos publicados nas redes sociais em que ela diz querer "trocar socos" com Moraes, afirma que ele "nunca mais vai ter paz na vida" e usa uma série de palavrões para desqualificá-lo.

Lustosa vinha sendo pressionado por procuradores de todas as instâncias a solicitar uma medida drástica contra as ameaças da ativista, porta-voz do grupo extremista "300 do Brasil". Um pedido de prisão chegou a ser cogitado, mas o procurador acabou concluindo não haver razões para tanto.

Sara está em prisão temporária a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, que solicitou a medida no âmbito de outro inquérito do qual ela é alvo - o que apura uma série de manifestações antidemocráticas no país. Sara foi detida na segunda-feira, um dia depois de um grupo disparar fogos de artifício contra o prédio do STF, o que violaria a Lei de Segurança Nacional.

Em relação ao vídeo com ataques a Moraes, foi o próprio ministro quem pediu providências ao Ministério Público. A Corregedoria do órgão chegou a pressionar formalmente o procurador de primeira instância a tomar uma decisão, diante da sua demora para analisar o caso.

Na denúncia divulgada nesta quarta-feira, Lustosa afirma que a investigada ofendeu Moraes, "atingindo-lhe a dignidade e o decoro, utilizando-se de meio que facilitou a divulgação das injúrias (redes sociais); bem como ameaçou o ofendido de causar-lhe mal injusto e grave".

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Reprodução / Twitter