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MPF denuncia ex-presidente do Paraguai e outros 18 na Operação Patrón

Valor

Grupo é acusado de lavar dinheiro para esquemas de corrupção do ex-governador do Rio, Sergio Cabral O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu ontem denúncia contra 19 pessoas no âmbito da Operação Patrón, incluindo os doleiros Dario Messer e Najun Turner e o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes. Na denúncia à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, a força-tarefa da Lava-Jato no Rio pediu a condenação de 11 brasileiros, sete paraguaios e um uruguaio, além de Messer, naturalizado paraguaio. Eles foram acusados de formar uma organização especializada em lavagem de dinheiro e outros crimes que operava pelo menos desde os anos 2000.

Segundo MPF, a organização vinha praticando câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro a partir dos países de origem de seus integrantes.

O ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, foi denunciado como parte integrante de um esquema de lavagem de dinheiro

Jorge Adorno/Reuters

“O braço transnacional da organização foi rastreado a partir das apurações de esquemas de um de seus clientes: o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, chefe de uma organização especializada em corrupção e que usou serviços da rede de Messer no Uruguai para ocultar cifras milionárias oriundas de crimes no Palácio Guanabara e na Assembleia Legislativa”, diz a nota divulgada pelo MPF.

Deflagrada em 19 de novembro, a Operação Patrón aprofundou as investigações da Lava-Jato do Rio nas operações ilícitas do grupo de Messer em países do Mercosul.

Na denúncia de 211 páginas, o MPF apontou 17 fatos criminosos cometidos pela organização desde 2011 e certos crimes não cessaram mesmo após a prisão de Messer, em julho.