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MPF cria grupo para investigar bloqueio de rodovias federais no DF

Segundo o órgão, o objetivo é investigar eventuais atos que violem o Estado de Direito, as instituições democráticas e a ordem social. (Foto: Getty Creative)
Segundo o órgão, o objetivo é investigar eventuais atos que violem o Estado de Direito, as instituições democráticas e a ordem social. (Foto: Getty Creative)

O MPF (Ministério Público Federal) criou, nesta quarta-feira (2), um grupo composto por nove procuradores para apurar os fatos relacionados ao fechamento de rodovias federais no Distrito Federal, durante protestos bolsonaristas que contestam o resultado das eleições presidenciais.

Segundo o órgão, o objetivo é investigar eventuais atos que violem o Estado de Direito, as instituições democráticas e a ordem social.

A portaria de instalação do grupo foi assinada pela procuradora-chefe da República no Distrito Federal, Anna Paula Coutinho de Barcelos.

Fazem parte dos procuradores Frederico Paiva, Mário Alves Medeiros, Pablo Coutinho Barreto, Caio Vaez Dias, Ana Carolina Resende Maia, Márcia Brandão, Luciana Loureiro, João Gabriel Moraes de Queiroz e Felipe Fritz.

De acordo com o MPF, eles vão atuar nas áreas cível, criminal e de controle externo da atividade policial relacionada ao fechamento das rodovias no mês de novembro.

Na noite do terceiro dia de protestos, 14 estados estão com rodovias bloqueadas, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), três a menos que na noite de terça-feira (1º).

Desobstrução

Ceará, Rio de Janeiro, Roraima, Goiás, Maranhão, Pernambuco e Bahia desinterditaram todas as rodovias. No Rio Grande do Sul, a PRF chegou a desmobilizar os manifestantes ao longo do dia, mas já há novos pontos de protestos.

O número de interdições também caiu, mas ainda há cerca de 120 pontos no país, 70 a menos que os 190 registrados por volta das 21h desta terça-feira. O número chegou a 235 pontos antes do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL), na tarde de ter

O MPF já havia aberto nesta segunda-feira (31) apurações sobre as circunstâncias dos bloqueios em rodovias nas eleições.

Também requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar a conduta do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

Em nota, a PRF afirmou "o compromisso constitucional em providenciar todos os meios adequados e suficientes para a desobstrução das rodovias com segurança".