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MP-RJ determina e agência entrega dados sobre 12 anos de viagens realizadas por Flávio Bolsonaro e esposa

Foto: REUTERS/Adriano Machado

A Justiça fluminense determinou que a agência de viagens “Decolar.com” entregue ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) todos os dados disponíveis sobre viagens realizadas pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, entre 1º de janeiro de 2007 e 17 de dezembro de 2018. As informações são do UOL.

Flávio Itabaiana Oliveira Nicolou, juiz da 27ª Vara Criminal do Rio, tomou essa decisão em fevereiro desse ano, no contexto das investigações do suposto esquema de rachadinha realizado no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele possuía mandado de deputado estadual.

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O mesmo magistrado determinou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do filho de Jair Bolsonaro (sem partido), que seria o suposto operador do esquema que acontecia na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Os dados sobre viagens solicitados, segundo o UOL, incluiriam informações como datas, origens e destinos das viagens, produtos contratados, valores pagos e formas de pagamento. O período entre 2007 e 2018 é de quando Flávio atuou como deputado.

Segundo o UOL, promotores consideram que os dados podem indicar o “rastro” do dinheiro desviado no suposto esquema de rachadinhas, além de averiguar se os investigados possuem renda compatível com os gastos.

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A “Decolar.com” teria recorrido duas vezes ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) alegando que cumprir a decisão seria violar o direito à intimidade dos investigados, mas não obteve sucesso.

Diante do insucesso nos recursos, a empresa disse ao UOL que cumpriu a decisão e forneceu os dados requeridos.

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