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MP quer saber se houve omissão policial em ato contra o Supremo

Isadora Peron

No último sábado, grupo de bolsonaristas soltou fogos de artifício em direção à sede da Corte O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) pediu para que seja instaurado um inquérito para apurar se houve omissão da Polícia Militar (PM) no último sábado, quando um grupo extremista soltou fogos de artifício em direção à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

De acordo com o ofício enviado pelo MP-DFT, a corregedoria da PM tem dez dias para instaurar o inquérito. Segundo o órgão, "os promotores da Justiça Militar querem saber se houve a prática de crime de prevaricação".

O pedido de investigação teve como base uma declaração do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", ele afirmou que a PM tinha informações de que o ataque iria acontecer e não fez nada para impedi-lo Segundo o governador, foi por isso que ele decidiu exonerar o subcomandante-geral da corporação, Sérgio Luiz Ferreira de Souza.

Grupo extremista chamado "300 do Brasil" durante protesto contra o STF

Reprodução/Instagram/_sarawinter

Ibaneis disse ainda que, no sábado, o governo obteve a informação que no acampamento do grupo chamado de "300 do Brasil" estava "sendo preparado com armamentos, com outros tipos de munições, um ataque a instituições da República, como de fato ocorreu no sábado no Supremo".

Ao saber disso, afirmou, ele determinou que o acampamento fosse desmontado. Questionado se houve "inação" da PM no ato contra o Supremo, ele disse que sim, tanto que exonerou o subcomandante responsável pela operação.

“Acho, tanto que exonerei o subcomandante. Porque, se ele já tinha informações de que iria acontecer aquilo, eles deveriam ter proibido que esses meliantes estivessem lá. No momento da desmobilização do acampamento, ele sabia que isso ia acontecer. Por isso o subcomandante foi exonerado", disse.

Nos bastidores, fala-se em uma alinhamento da PM de Brasília com o Palácio do Planalto, especialmente com o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, que é oriundo da corporação.