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MP no Amazonas vai investigar suspeitas de 'fura fila' na vacinação contra a Covid-19

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
Antonio Molina / Agência O Globo

O Ministério Público do estado do Amazonas (MP-AM) abriu uma investigação para apurar o possível desvio de doses da vacina contra a Covid-19 em Manaus.

A medida foi tomada após fotos circularem na internet mostrando duas irmãs, da família que comanda uma das maiores universidades privadas da cidade, comemorando o fato de terem sido vacinadas. As duas são médicas, mas foram nomeadas em cargos comissionados na Prefeitura de Manaus na véspera e no dia do início da vacinação na cidade.

As médicas são Isabelle Kirk Maddy Lins e Gabrielle Kirk Maddy Lins. As duas são filhas de Andrea Kirk Maddy Lima, que é casada com Nilton da Costa Lins Júnior, presidente da mantenedora da Universidade Nilton Lins, uma das maiores de Manaus.

Na terça-feira, as duas fizeram postagens no Instagram mostrando o momento em que foram vacinadas. Em Manaus, a vacinação começou na terça-feira e foi destinada para profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19.

Nas redes sociais, as imagens geraram revolta e questionamentos em relação à suspeita de que as duas poderiam ter “furado a fila” da vacinação. As críticas ficaram ainda mais intensas porque as duas foram nomeadas horas antes de a imunização ser iniciada em Manaus.

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Segundo o Diário Oficial do Município (DOM), Gabrielle foi nomeada em cargo comissionado na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no dia 18 de janeiro, um dia antes do início da vacinação. A irmã foi nomeada no dia seguinte. Além disso, o Amazonas vive, desde a semana passada, uma crise no sistema de saúde causado pelo aumento acelerado nos casos de Covid-19 e pela escassez de oxigênio hospitalar em algumas unidades de saúde da capital e do interior.

— Ontem à noite os órgãos de controle se reuniram com a Prefeitura, e aí já entrando pela madrugada, foi expedida a recomendação para que a Semsa observe, em razão da escassez da vacina as pessoas que serão vacinadas. Nós não podemos deixar que grupos prioritários e pessoas com comorbidades que estão à frente de todo esse trabalho com Covid sejam substituídos por outros grupos que tem condições de enfrentar esse trabalho contra a Covid com menos riscos — disse a Procuradora de Justiça Silvana Nobre Cabral, que coordenadora do Grupo de Covid-19 montado pelo MP-AM.

Em nota, a Prefeitura de Manaus negou irregularidades na vacinação das duas médicas. Segundo a nota, as duas foram nomeadas de forma regular e estão atuando “legitimamente”.

“Sobre o caso das médicas Gabrielle Kirk Lins e Isabelle Kirk Lins, vacinadas neste primeiro dia de imunização, não há nenhuma irregularidade, uma vez que se encontram nomeadas e atuando legitimamente no plantão da unidade de saúde, para a qual foram designadas, em razão da urgência e exceção sanitárias, estabelecidas nos primeiros 15 dias da nova gestão”, diz um trecho da nota.

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O prefeito de Manaus, David Almeida, em uma live no Facebook, fez menção ao caso das duas médicas. Almeida afirmou que a vacinação das duas atende ao que determina o Ministério da Saúde e as acusações não passam de fake news.

A reportagem não conseguiu localizar as duas médicas para comentar o assunto.

com informações da Agência O Globo