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MP pediu prisão de Queiroz por suspeita de obstruir investigação das 'rachadinhas', diz TV

Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu a prisão de Fabrício Queiroz por ter encontrado indícios de que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) continuava cometendo crimes. Queiroz foi encontrado em Atibaia (SP), na casa do advogado de Jair Bolsonaro (sem partido), e está preso na capital fluminense. As informações são da TV Globo.

Segundo a emissora, os investigadores trabalham com a versão de que Queiroz manipulava provas para atrapalhar investigações que apuram o esquema das rachadinhas, além de pressionar testemunhas.

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Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro, foi preso no interior paulista, na casa que pertence a Frederick Wassaf, advogado de Jair e Flavio Bolsonaro. Agora, ele se encontra preso em Bangu, no Rio de Janeiro.

De acordo com a TV Globo, o MP considerou três linhas para solicitar a prisão preventiva (sem prazo definido): Querioz ainda continuaria cometendo ilegalidades, estava fugindo e poderia estar manipulando provas para obstruir as investigações.

Queiroz estaria trabalhando para ocultar funcionários fantasmas que eram contratados por Flávio Bolsonaro, quando ainda o filho do presidente ainda era deputado estadual. Além disso, Queiroz ainda poderia estar apagando registros de outras ilegalidades.

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Caso Queiroz

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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