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Movimento cria metas para São Paulo e quer tornar modelo político mais participativo

Anita Efraim
·3 minuto de leitura
Ambulances are stationed and ready to be used after residents of the city's biggest slum Paraisopolis have hired a round-the-clock private medical service to fight the coronavirus disease (COVID-19), in Sao Paulo, Brazil March 30, 2020. Picture taken March 30, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli     TPX IMAGES OF THE DAY
Manifesto tem quatro objetivos, entre eles, urbanizar as favelas da capital paulista (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, as desigualdades da cidade de São Paulo foram escancaradas. As favelas são as regiões mais afetadas pela Covid-19, onde mais pessoas foram infectadas e onde houve mais mortes.

Baseado nessa situação, 20 projetos e coletivos sociais criaram o manifesto Pelas Vidas de São Paulo. O movimento da sociedade civil tem quatro metas: a renda básica cidadão para desempregados e trabalhadores que recebem pouco, transporte público de qualidade e acessível, programa para a organização de favelas e saúde, educação e cultura nas periferias.

A cientista política Malu Molina, uma das idealizadoras do manifesto, explica que o objetivo é pensar e propor um destino no qual seja possível combater as desigualdades na cidade de São Paulo. “Esse já era nosso maior problema antes, e a crise do coronavírus ainda agravou esse abismo social”, afirma.

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Dessa forma, o objetivo é que seja criada uma agenda de estado, suprapartidária, que envolva a construção de políticas de curto, médio e longo prazo para desenvolver São Paulo, olhando principalmente para as regiões periféricas. “O manifesto tem o objetivo de mobilizar tanto a sociedade civil quanto atuais e futuros políticos em torno da priorização do combate às desigualdades na cidade”, explica.

O mecanismo para isso, segundo Malu Molina, é dialogar com políticos e chama-los para assinar o manifesto. Nomes como Marta Suplicy, Eduardo Suplicy (PT-SP), Orlando Silva (PCdoB-BA) e Tabata Amaral (PDT-SP) já apoiaram a iniciativa.

“Estamos fazendo esse convite, chamando eles para conhecer e eles estão assinando”, conta. “As metas são onde a gente quer chegar, mas o caminho nós estamos melhorando. Cada um lê e faz sugestões. A ideia é que a gente vá construindo coletivamente para melhorar.”

O manifesto é aberto para que qualquer um possa assinar a apoiar a iniciativa. Mesmo após as eleições, a ideia é que as metas pautem as discussões dentro da Câmara de Vereadores de São Paulo.

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Malu Molina vê a iniciativa como uma via para a participação popular na política paulistana. “Para implementar as mudanças que a gente quer, depende de todo mundo. Mas o espaço onde isso vai acontecer, é na política. A gente tem que fazer essa ponte com a sociedade, que muitas vezes não tem esse acesso aos políticos”, afirma.

“O mau da democracia representativa é que ela coloca pessoas para te representar, mas separa o representante do representado”, opina. Por isso, a cientista política acredita que o manifesto cumpre a função de juntar sociedade e políticos por ela eleitos.