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Movimento de brechós cresce na pandemia do Covid-19

Larissa Medeiros
·2 minuto de leitura

RIO — Publicado antes da pandemia, um relatório sobre consumo elaborado pelo Sebrae, indicava que, em 2027, mais da metade do guarda-roupa de um carioca seria formado por peças e acessórios de segunda mão. Ao que tudo indica, a crise econômica provocada pelo coronavírus parece ter acelerado esse processo, como apontam os donos de brechós da Barra da Tijuca e das redondezas.

Segundo Danyelle Nascimento, dona do Up Bazar, que vende peças e acessórios novos e usados de marcas renomadas para homens, mulheres e crianças, no Uptown Barra, o movimento, de setembro a dezembro de 2020, aumentou 30% comparado ao mesmo período de 2019.

— Senti que o preconceito diminuiu depois da pandemia. Muitos clientes vieram ao brechó pela primeira vez. Acredito que perderam renda e precisaram reduzir gastos — afirma.

Manu Farias, dona do Fashion Carioca Barra, também sentiu a mudança. Segundo ela, que vende desde produtos de marcas tradicionais até às renomadas, o aumento expressivo nas vendas está relacionado também ao e-commerce que ela implementou no início do isolamento.

— Antes o site era apenas institucional. Com as vendas on-line, tive um aumento de 30% nas vendas, que hoje, correspondem a 50% do total. Nesse estilo, consigo atingir públicos variados, seja de classe social ou idade. Ajudou demais — conta.

Manu também sentiu o desapego maior de peças durante a pandemia.

— Eu trabalho com isso há 11 anos e fico feliz em poder falar que mudou. Hoje, as clientes perderam a vergonha de assumir que se vestem de brechó e ainda levantam, com orgulho, a bandeira de sustentabilidade — analisa.

Na mesma onda que Manu, Lidiane Esperança, dona do brechó Espaço Vintage, também partiu para as vendas on-line. Com o novo modelo, ela conta que conseguiu aumentar em 70% os pedidos da loja, com encomendas até para clientes de outros países, como o Catar, Itália e Estados Unidos. O brechó trabalha com artigos novos e seminovos de luxo. Na pandemia, tanto o desapego quanto a compra foram maiores que o normal.

— Estou nesse mercado há 10 anos e cada vez mais as pessoas entendem a importância do consumo sustentável. Nossa venda é extremamente emocional, mas, nesse período, tivemos a certeza que as pessoas estavam comprando mais por zelo por elas mesmas. É como se estivessem passando por um período de ansiedade na vida e, com a compra, estão fazendo algo de bom para elas mesmas.

* Estagiária, sob a supervisão de Leticia Helena

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