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Moura Dubeux opera em queda em sua estreia na B3

Juliano Passaro
Moura Dubeux opera em queda em sua estreia na B3

A Moura Dubeux Engenharia S.A (MDNE3) abriu em baixa de 4%, por volta das 10h20, em sua estreia na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), nesta quinta-feira (13). Os papéis da empresa eram negociados a R$ 18,24. A construtora é a segunda empresa da área a abrir capital em 2020, sendo a  Mitre a primeira.

A Moura Dubeux precificou seus papéis na última terça-feira (11) a R$ 19 por ação (valor que ficou dentro da faixa estabelecida inicialmente, entre R$ 17 e R$ 21). A empresa opera sob o código "MDNE3" no Ibovespa.

A incorporadora também anunciou que caso o lote suplementar de 10,2 milhões de ações fosse incluído na oferta, a operação poderia movimentar R$ 1,25 bilhão.

Resultados da empresa

A Moura Dubeux tem reportado prejuízos e possui um alto endividamento. A empresa irá utilizar o capital levantado para pagar suas pendências. A oferta será primária e, segundo a companhia, 90% da captação líquida será direcionada para pagar dívidas com Bradesco BBI, com o BB Investimentos e com a Caixa.

Da dívida bruta de R$ 1,16 bilhão em setembro de 2019, os três bancos, que fazem parte dos coordenadores do IPO, eram credores de R$ 998 milhões. Além dessas instituições, os demais bancos participantes da oferta são:

  • Itaú BBA
  • Credit Suisse

Em 2016 e 2017, a sua receita líquida girava em torno de R$ 600 milhões. Já em 2018, caiu para R$ 360 milhões. Em 2019, o resultado deve ser similar, mas ainda não foi divulgado.

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De janeiro a setembro de 2019, o prejuízo foi de R$ 68 milhões, após um prejuízo de R$ 198 milhões um ano antes. No acumulado dos últimos quatro anos, a empresa apresentou R$ 375 milhões em perdas.

Cotação atual

Por volta das 13h15, os papéis da Moura Dubeux operavam em queda de 5.26% a R$ 18,00.