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Mourão diz que só há duas saídas para o Renda Cidadã: corte de gastos ou novo imposto

Matheus Schuch e Fabio Murakawa
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Vice-presidente sinalizou que o governo deve retirar de pauta a ideia de usar os precatórios e o Fundeb para financiar o novo programa O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou hoje que só há duas formas de financiar o programa Renda Cidadã: corte de gastos ou criação de um novo imposto. Para Mourão, além de retirar de pauta o uso da verba destinada ao pagamento de precatórios, o governo também deverá abrir mão de usar parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Ou você vai cortar gastos em outras áreas e transferir esses recursos para esse programa, ou então você vai sentar com o Congresso e propor algo diferente, uma outra manobra, algo que seja, por exemplo, fora do teto de gastos, um imposto específico para isso e que seja aceito pela sociedade como um todo. Então, não tem outra solução. Ou então mantém o status quo”, afirmou, em conversa com jornalistas na entrada de seu gabinete. Mourão argumentou que o remanejamento de gastos de outras áreas para o programa social é complicado pois os ministérios já estão com orçamento apertado. "Não tem da onde tirar, essa é a realidade (risos)", acrescentou, ponderando que não está participando das discussões sobre o tema. Questionado se os desentendimentos entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, atrapalham o andamento da reforma tributária, Mourão respondeu: "Se o Congresso assim desejar, sai. O Guedes e o Maia é uma coisa pessoal, pô. Isso não tem nada a ver. Acho que vocês também [imprensa] ficam revirando esse troço. Não. O conjunto da obra são 512 deputados, mais o Maia. Paciência", finalizou. Romário Cunha/VPR