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Mourão defende liberdade de imprensa no lançamento da CNN Brasil

Cristiane Agostine

Presidente em exercício diz que 'nossa democracia precisa de uma imprensa à sua altura' Em meio aos ataques do presidente Jair Bolsonaro a meios de comunicação e a jornalistas, o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, defendeu nesta segunda-feira a liberdade de imprensa e a democracia, ao participar do lançamento da CNN Brasil, em São Paulo. No mesmo evento, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, também defenderam a imprensa como um dos pilares da democracia, e reforçaram a importância das instituições.

Ao discursar, Mourão disse que o governo Jair Bolsonaro "saúda a chegada de um grande grupo internacional de comunicação" e afirmou que "nossa democracia precisa de uma imprensa à sua altura". "Nesse cenário difuso, a imprensa deve ser tão livre quanto autêntica", afirmou o presidente em exercício, em um breve discurso, de cinco minutos.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre disse que o "Congresso estará atento e vigilante para a imprensa com liberdade". Alcolumbre afirmou em seu discurso que é preciso ter confiança nas instituições e disse que o "enfraquecimento das instituições é o enfraquecimento da democracia". O parlamentar disse ainda que o Congresso não se furtará de tomar a dianteira em decisões importantes para o país.

"O Congresso sabe do tamanho de sua responsabilidade e tem dado mostras disso."

No comando da Câmara, Rodrigo Maia falou sobre a importância de uma imprensa livre. "Hoje é um dia histórico em que a gente reafirma nossos valores democráticos e a liberdade de imprensa", disse. Ao fim do discurso, Maia parabenizou a CNN pela "coragem" de lançar o canal "no momento em que todos dizem que os meios de comunicação vão acabar".

O presidente do STF afirmou que a desinformação preocupa a todos, porque "turva o pensamento" e "sequestra a razão". Para Toffoli, a desconfiança em relação aos fatos "prejudica a capacidade" de as pessoas formarem suas próprias opiniões e de se manifestarem. Ao defender a democracia, o magistrado disse que a "liberdade de expressão é um dos pilares do Estado democrático de direito", afirmou.