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Motorola One: o que fazer agora que a linha aparentemente foi descontinuada?

·12 min de leitura

A linha Motorola One foi lançada no último trimestre de 2018 com a chegada dos Motorola One e One Power — sendo que apenas o primeiro chegou ao Brasil. Durante todo o ano de 2019, a companhia lançou nada menos que cinco Motorola One por aqui, cada um com uma nova funcionalidade ainda não disponível em outro celular da marca.

Com a chegada da pandemia de covid-19, apenas dois novos Motorola One chegaram às prateleiras brasileiras: o Motorola One Fusion e o Motorola One Fusion+, lançados mais ou menos na metade do ano. Desde então, mais de um ano depois, a linha aparentemente foi descontinuada pela empresa.

Nos parágrafos a seguir, o Canaltech lembra todos os Motorola One e indica alternativas dentro do catálogo da Motorola, pensando em modelos lançados durante o ano de 2021, para você comprar. Pode ser para substituir o seu Motorola One ou simplesmente para procurar no lugar de um modelo da linha que tenha lhe interessado.

Motorola One Vision: câmera para “enxergar” no escuro

O primeiro lançamento da linha após o Motorola One original foi o Motorola One Vision, que trouxe como grande inovação o modo noturno da câmera. Este modelo foi preparado para tirar fotos no escuro — sem descuidar dos ambientes bem iluminados, claro. Adicionalmente, trouxe uma proporção de tela diferente até então, com o 21:9 igual ao cinema.

As especificações completas do aparelho incluem tela IPS LCD de 6,3 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2520 pixels). Esse aparelho tem uma plataforma da Samsung, o chip Exynos 9609, semelhante ao 9610 usado no Galaxy A50, com processador de oito núcleos que podem chegar a 2,2 GHz. O celular ainda tem 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento, além de bateria de 3.500 mAh e câmera dupla com a principal de 48 MP. A frontal tem 25 MP.

Para quem precisa de um substituto com modo noturno da câmera, não precisa pesquisar muito: todos os celulares da Motorola lançados em 2021 possuem este recurso, bem como a maior parte dos lançamentos de 2020. Neste sentido, você pode buscar um substituto direto, com proposta de desempenho semelhante, como o Moto G30, ou dar um salto extra com o Moto G60. Uma alternativa ainda melhor seria o Moto G50 5G, que já está pronto para a inovação em redes móveis que deve começar no Brasil em 2022.

Agora, se o seu objetivo é buscar uma opção com a proporção de tela de cinema, terá que partir para o Moto G100, que é bem mais poderoso que seus pares da linha Moto G e também tem preço consideravelmente mais alto. Pelo menos ele também tem o 5G, e vai entregar experiência excelente por muitos anos, apesar de ter apenas uma atualização de sistema garantida pela Motorola.

Os preços de cada modelo variam conforme a proposta de cada um em relação ao desempenho: quanto mais potente, maior será o investimento no aparelho. O Moto G30 está na faixa dos R$ 1.300, enquanto o Moto G60 salta para os R$ 1.800. O Moto G50 fica em torno dos R$ 1.700, enquanto o Moto G100 já gira em torno dos R$ 2.800.

Motorola One Action: câmera de ação

Um recurso que a Motorola arriscou trazer para o mercado de celulares e, aparentemente, não deu certo, foi a câmera de ação. Trata-se de uma lente super grande-angular posicionada “em pé” para gravar vídeos em formato perfeito para stories e TikTok. Além da posição diferente, ela também tem estabilização óptica, e é ótima para filmar esportes de ação.

A Motorola até tentou manter a funcionalidade no Moto G8 Plus, mas parece que a recepção não foi tão boa, e a câmera “em pé” ficou esquecida nas duas gerações seguintes da linha Moto G. Em outras palavras, não há um smartphone atual com câmera de ação, apesar de haver algumas boas opções de celulares da marca que gravam vídeo com boa estabilidade, porém na mesma orientação que o aparelho.

O Motorola One Action era bastante parecido com o One Vision em todos os sentidos, inclusive com a mesma tela IPS LCD de 6,3 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2520 pixels). A plataforma Exynos 9609, com processador de oito núcleos que podem chegar a 2,2 GHz também se repete, bem como a bateria de 3.500 mAh e os 4/128 GB de memória. O conjunto de câmeras, no entanto, é triplo, com principal de 12 MP e a ultra-wide para vídeos de ação que não tira fotos. As selfies usam um sensor de 12 MP.

Sendo assim, repito aqui as mesmas sugestões de alternativa que mencionei no One Vision: Moto G30, se você quer algo mais em conta; Moto G60, se quer algo mais parrudo; e Moto G50 5G ou Moto G100 como opções para quem quiser um modelo preparado para o 5G.

Motorola One Zoom: câmera zoom

O terceiro lançamento da linha One em 2019 foi o Motorola One Zoom, que tinha um conjunto quádruplo de câmeras na parte traseira, sendo que o recurso mais inovador foi o zoom. Este modelo já se inseria em uma categoria um pouco mais potente, também, além de trazer sensores poderosos, como o principal de 48 MP e a aproximação óptica de 3x.

Este modelo já é mais parrudo em especificações, com tela Super AMOLED de 6,39 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2340 pixels, proporção de 19,5:9). E usa uma plataforma da Qualcomm, o chip Snapdragon 675, com oito núcleos que podem chegar à velocidade máxima de 2,2 GHz. Ele também tem 4/128 GB de memória, e aumenta a bateria para 4.000 mAh. O conjunto de câmeras tem quatro sensores na traseira, com uma principal de 48 MP, teleobjetiva de 8 MP, ultra wide de 16 MP e profundidade de 5 MP. A frontal tem 25 MP.

Não há nenhum Moto G com câmera zoom. Todos eles dependem de aproximação digital de imagem, que na era dos sensores gigantescos de 48 MP para cima já conseguem entregar qualidade razoável. Mas se você faz questão da aproximação óptica de imagem, tem duas alternativas atuais da Motorola: o Edge 20 e o Motorola Edge 20 Pro.

O Motorola Edge 20 é uma excelente alternativa para o One Zoom, apesar de estar em uma faixa de preço consideravelmente acima (e não apenas pelo aumento de preços que vimos no Brasil desde o ano passado). Além do zoom óptico de 3x, o dispositivo tem suporte ao 5G, processador intermediário de alta potência e tela OLED de ótima qualidade.

Já o Edge 20 Pro fica alguns degraus acima em relação a câmeras (incluindo zoom periscópico de 5x) e processador, com o quase topo de linha Snapdragon 870. Porém, sua faixa de preço também fica acima da versão base da linha. Aqui, vale ter uma atenção redobrada ao fazer as buscas: o Motorola Edge 20 Lite também faz parte da linha e é bem mais em conta que seus “irmãos”, mas não tem câmera zoom.

Para comprar um dos Motorola Edge 20 com câmera de aproximação óptica, você vai ter que investir cerca de R$ 2.800 no Edge 20 ou quase R$ 3.600 no Edge no 20 Pro. Um salto considerável, que pode valer a pena já que a vantagem não é apenas na quantidade de zoom que você pode fazer.

Motorola One Macro: câmera macro

Ao contrário da câmera de ação, a câmera macro foi absorvida por boa parte dos celulares mais atuais, e está presente em uma grande quantidade de modelos de todas as marcas. Todos os Moto G de 10ª geração lançados no Brasil contam com este recurso, sendo que os mais avançados trazem o sensor de uso híbrido ultra-wide e macro, enquanto os outros têm um dedicado para cada tipo de enquadramento.

O Motorola One Macro tem especificações mais modestas que outros modelos da linha One, com plataforma MediaTek Helio P70 e 4/64 GB de memória. A tela IPS LCD tem 6,2 polegadas e usa resolução HD (720 x 1520 pixels, proporção de 19:9). As câmeras são de 13 MP na principal e mais duas de 2 MP cada para macro e profundidade, além da frontal de 8 MP. A bateria tem 4.000 mAh.

O fato de ser um celular mais modesto em especificações possibilitou que seu preço de lançamento ficasse consideravelmente abaixo de outros aparelhos da linha Motorola One. E este foi um dos fatores de atração com o público brasileiro, que costuma preferir celulares mais baratos, mesmo que tenham hardware mais simples.

Sendo assim, a melhor sugestão que posso fazer para quem está atrás de um Motorola One Macro ou tem um e quer se atualizar, é buscar um bom modelo entre as opções mais baratas. O Moto G10 poderia preencher este pré-requisito, mas o Moto G20 está com preço tão próximo e tem processador tão mais potente que vale a pena investir nele. Ou você pode dar um salto um pouco maior e partir para o já mencionado Moto G30, também.

O Moto G10 pode ser encontrado atualmente na faixa dos R$ 900, enquanto o Moto G20 já aparece na casa dos R$ 1.000. Parece um investimento considerável a mais, mas vale a pena pelo simples fato de que o G20 vai demorar mais para dar problemas de engasgos, já que o processador é bem mais veloz — apesar de ser de uma fabricante pouco conhecida, a Unisoc. Mas não se preocupe, o hardware tem bom funcionamento.

Motorola One Hyper: câmera pop up

As câmeras pop up chegaram a ameaçar virar tendência, pelo menos em um nicho de consumidores, mas não vingaram. Três anos depois dos primeiros celulares com o recurso, quase não há lançamentos que usem algum mecanismo para esconder o sensor frontal, já que praticamente todas as empresas aceitaram a solução do furo na tela ou notch em gota.

Este celular da Motorola tem tela IPS LCD de 6,5 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2340 pixels, proporção de 19,5:9) e usa a plataforma Snapdragon 675, com 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Ele ainda tem bateria de 4.000 mAh e conjunto duplo de câmeras na parte traseira, com principal de 64 MP e ultra-wide de 8 MP. A câmera motorizada de selfies tem 32 MP de resolução.

Pensando em seu aspecto mais interessante, o Motorola One Hyper não possui um sucessor real no catálogo atual da Motorola. Mas há boas opções com muita bateria, bom conjunto de especificações de hardware e tela grande com câmera frontal discreta. Isso descreve praticamente toda a linha Moto G e também os Edge 20, mas eu posso sugerir uma excelente alternativa ao One Hyper hoje: o Moto G60.

O melhor Moto G para selfies tem processador intermediário potente, que chega perto da velocidade de processamento de celulares topo de linha. E tem um conjunto de câmeras muito bom, com 108 MP de principal e uma híbrida ultra wide e macro que tira fotos impressionantes. Além de, como já mencionei, ser o melhor celular da linha da Motorola para tirar autorretratos com a frontal.

Você encontra o Moto G60 na casa dos R$ 1.800 atualmente. É um pouco mais caro do que o preço do One Hyper em sua época, mas dentro da faixa de aumento de preços que vimos no Brasil desde a pandemia do novo coronavírus. Mas, se você quer algo um pouco mais em conta, pode tentar o Moto G60s, que custa cerca de R$ 200 a menos que a outra versão, mas tem câmeras um pouco inferiores e menos bateria.

Motorola One Fusion/One Fusion+: fusão de todos os outros

E por fim, antes mesmo de a Motorola começar a oferecer quase todas as melhores funcionalidades da linha One nos Moto G (apesar de alguns já terem absorvido modo noturno, por exemplo), os One Fusion fizeram uma junção daquilo que mais agradou em dois modelos levemente diferentes entre si.

O Motorola One Fusion tem duas versões: o modelo-base, com tela IPS LCD de 6,5 polegadas com resolução HD (720 x 1600 pixels, proporção 20:9) e traz plataforma Snapdragon 710, com 4 GB de RAM e 64 GB ou 128 GB de armazenamento. A bateria tem 5.000 mAh e o conjunto de câmera traseiro é quádruplo, com a principal de 48 MP. Já na frente, as selfies usam sensor de 8 MP.

O One Fusion+, por sua vez, tem tela com o mesmo tamanho, mas resolução Full HD (180 x 2340 pixels, proporção de 19,5:9) e plataforma Snapdragon 730, com 4 GB ou 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. O conjunto de câmeras é quase igual, muda a principal para 64 MP e a frontal é motorizada, com sensor de 16 MP. Este modelo também tem 5.000 mAh de bateria.

Considerando as especificações de cada um, você pode optar pelo Moto G60s, se preferir uma versão um pouco mais modesta, ou o Moto G60, se preferir algo mais completo, com bateria maior e câmeras superiores. Só não tem como conseguir um novo Motorola com câmera pop-up, mas o resto está tudo disponível na décima geração da linha Moto G.

Conclusão

A linha Motorola One cumpriu o seu papel de entregar novos recursos de maneira mais ágil em um momento em que as empresas chinesas lançavam muitos modelos a cada mês e ameaçavam a segunda posição da marca de origem americana no Brasil. Com a chegada da pandemia e a escassez de chips, os lançamentos rápidos ficaram afetados, e a solução foi incorporar novidades à linha Moto G.

Na décima geração, a popular série de celulares da Motorola expandiu de tamanho, com nada menos que sete modelos diferentes no Brasil — há mais em outros mercados. Com isso, é possível cobrir praticamente todos os principais nichos do mercado de smartphones atualmente, o que torna um pouco redundante (para não dizer desnecessária) a manutenção da linha One.

Acredito ter demonstrado o quão fácil é encontrar boas alternativas aos modelos Motorola One nesta matéria. Os recursos mais interessantes, como modo noturno, câmeras com resolução maior e mais bateria estão todos presentes não apenas na linha Moto G, como também na Moto E e na Edge. Outros, como câmera de ação e gaveta motorizada para sensor frontal, acabaram desaparecendo do mercado.

Fonte: Canaltech

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