Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    49.093,70
    -3.761,55 (-7,12%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Motor 1.0, 2.0 ou turbo? Saiba as principais diferenças

·9 min de leitura

A escolha por um novo carro há muito tempo não se resume mais apenas à marca, modelo ou cor preferidos. Seja ele zero quilômetro ou seminovo, a busca pelo motor que se encaixe melhor às necessidades do dia a dia é tão ou mais importante que esses três pontos.

Em meio às muitas opções oferecidas no mercado brasileiro, duas das mais populares são opostas e se referem aos carros com motor 1.0 e 2.0. E você sabe as principais diferenças entre eles? Antes de entrarmos efetivamente no assunto, vamos começar do básico: o que significa, afinal, um carro ter um motor 1.0 ou um motor 2.0?

Antes, porém, vamos abrir um pequeno parênteses para explicar que a base da nossa comparação inicialmente não inclui os carros com motor turbo. Falaremos sobre essa propulsão, cada vez mais presente no lineup das montadoras, em um segmento separado, mais para o fim da matéria, ok? Então, vamos lá.

De uma forma bem simples e direta, o número é equivalente às cilindradas que os motores têm. O 1.0, então, tem mil cilindradas, enquanto o 2.0 apresenta duas mil cilindradas. E essa é, também, resumidamente, a primeira diferença entre o motor 1.0 e o 2.0: o 2.0, obviamente, é mais potente.

Mais potência, mais consumo

Imagem: Erick MClean/Unspash
Imagem: Erick MClean/Unspash

Escolher o carro mais potente, no entanto, terá pontos positivos e negativos para o comprador. Se por um lado o motor 2.0 dará ao condutor nítida vantagem sobre quem estiver ao volante de um carro 1.0, por outro essa vantagem pesará no bolso. E não apenas na hora da compra.

Carros com motor 2.0 são mais caros do que os equipados com motorização 1.0 e, além disso, gastam mais combustível. Nos dias atuais, quem tem o famoso pé pesado provavelmente vai se arrepender todas as vezes que tiver de parar no posto para reabastecer. E com um motor 2.0 ao invés de 1.0, as visitas às bombas de gasolina/etanol serão bem mais frequentes. Nesse quesito em especial, ponto a favor do 1.0.

Manutenção

Imagem: Divulgação/Chevrolet
Imagem: Divulgação/Chevrolet

Adotando mais uma vez o bolso como critério de decisão na hora de escolher por um carro com motor 1.0 ou 2.0, é importante citar que o custo da manutenção é uma das diferenças a serem consideradas. Como há no mercado uma gama maior de modelos de mil cilindradas, o custo de desenvolvimento das peças também é absorvido por mais pessoas, o que acaba reduzindo o preço para o consumidor final.

Revenda

Terceiro item da nossa lista e, mais uma vez, favorável aos carros com motor 1.0 no comparativo com os veículos equipados com motor 2.0. A revenda desses automóveis tende a ser mais rápida, pois eles custam mais barato. Desta forma, a possibilidade de “casar” com um carro 2.0 (termo usado pejorativamente para dizer que é difícil de se livrar dele depois de comprar) é significativamente maior.

Conforto

Nesse item em especial o jogo começa a virar a favor dos carros com motor 2.0 no comparativo com os tradicionais 1.0. Como tendem a equipar versões mais completas e de uma gama mais cara, os carros 2.0, normalmente, são mais confortáveis do que os 1.0. E isso acontece até mesmo quando um carro é, em teoria, do mesmo modelo.

Segurança

Imagem: Divulgação/Chevrolet
Imagem: Divulgação/Chevrolet

Mais um ponto a favor do carro 2.0 é a segurança. Como é dotado de motores com mais cilindradas, potência e torque, ele responde melhor às pisadas no acelerador e, com isso, dá mais segurança ao motorista em ultrapassagens, principalmente na estrada. Em vias urbanas, essa segurança também se aplica quando é necessário subir uma ladeira. Só quem já esteve no volante de um 1.0 em seus primórdios sabe o que é isso.

Qual comprar?

Depois de tantas diferenças elencadas no comparativo entre carros com motor 1.0 e 2.0, é possível que você esteja se perguntando: “Afinal de contas, qual o melhor para comprar?”. A resposta para isso, na verdade, vai de encontro às necessidades de cada um.

Se a busca é por um carro mais acessível ao orçamento, econômico e que tenha como principal finalidade a pura e simples locomoção pelo trânsito da cidade, um modelo 1.0 tem tudo para atender ao que você precisa.

Agora, se sua meta é aliar conforto com desempenho, seu trajeto diário é cheio de ladeiras, e o preço do combustível não te incomoda, há muitas boas opções de carros com motor 2.0 esperando por você com a chave no contato. Mas, como prometido, não saia ainda de casa para comprar seu carro novo, pois faltou abordarmos os motores turbo.

O “segredo” dos carros turbo

Foto: Paulo Amaral/Canaltech
Foto: Paulo Amaral/Canaltech

Como prometido, não vamos fechar esse material sem falar sobre os carros com motor 1.0 turbo. Nesse caso específico, a disputa dos modelos com essa propulsão está ligada diretamente com os mais potentes, ou seja, com os 2.0. E, por incrível que pareça, o desempenho apresentado pelos carros com motor turbo, às vezes, é até melhor do que os 2.0 tradicionais. E com um consumo bem menor de combustível.

Como isso é possível? A reportagem do Canaltech entrou em contato com a General Motors, que já teve as três motorizações citadas na reportagem em sua linha de produção, mas há mais de uma década abandonou os carros 2.0 por uma série de razões. A principal atende pelo nome de “downsizing” (diminuição do tamanho do motor).

“O downsizing dos motores é uma tendência, pois é uma forma interessante que os fabricantes encontraram para reduzir emissões e o consumo de combustível e ainda elevar a performance do veículo. A aplicação do turbo como conhecemos hoje é uma das tecnologias que permitiram essa transformação. Por isso, hoje, um veículo com motor 1.0 turbo três cilindros consegue ser mais ágil que um 1.8 aspirado de quatro cilindros, por exemplo. E consumindo muito menos combustível”, detalhou um porta-voz da marca.

Segundo o especialista da empresa indicado para o bate-papo com o Canaltech, ainda é possível encontrar carros com motor 2.0 no lineup de outras marcas, mas tanto o poder público, que exige carros cada vez mais “verdes”, quanto o consumidor, que pensa em economia, estão mudando esse cenário para dar lugar aos carros turbo.

Imagem: Divulgação/Chevrolet
Imagem: Divulgação/Chevrolet

“Se você pegar um carro 1.0 turbo hoje, terá um carro super econômico e com desempenho igual ou superior a 1.0 ou 1.8. Se pegar um 1.2, ele já vai estar andando muito próximo a um 2.0”, explicou. “Antigamente a litragem do motor era algo importante e tinha destaque no carro. Hoje quase não existe mais esse tipo de identificação”, completou.

Dalicio Guiguer, diretor de Programas da GM, fez questão de pontuar que, apesar do comparativo em relação a desempenho e consumo, em termos de tecnologia as motorizações turbo estão muito à frente e, portanto, não podem ser equiparadas com os modelos aspirados, seja qual for a potência.

“Com o avanço principalmente da eletrônica, não dá para comparar carros mais modernos apenas pela ficha técnica, assim como não é possível comparar duas orquestras só pelos instrumentos. Para ambos, é a afinação dos equipamentos e a harmonização do conjunto que importam”, resumiu.

Testado e comprovado

Foto: Paulo Amaral/Canaltech
Foto: Paulo Amaral/Canaltech

A reportagem do Canaltech foi convidada pela GM para testar, na prática, se o carro turbo é mesmo tão mais potente e eficiente quanto o bom e velho motor aspirado. Passamos alguns dias com um Chevrolet Tracker Premier, equipado com motor 1.2 turbo e com o modelo um pouco menos potente, 1.0 turbo. Conclusão: podemos dizer que tudo o que o representante da montadora falou não foi somente “conversa de vendedor”.

O SUV realmente tem um desempenho impressionante. O motor turbo 1.2 reúne potência e torque, dando ao carro agilidade, dirigibilidade e velocidade realmente compatíveis com os mais potentes carros aspirados.

O teste mixou trajetos urbanos e em rodovias. Encaramos a Bandeirantes, em uma rápida viagem até Jundiaí, interior de São Paulo. E foi nesses pouco mais de 35 minutos de trecho em rodovia que a melhor performance do Tracker 1.2 turbo apareceu em toda sua plenitude. O desempenho do SUV da Chevrolet na estrada fez os pouco mais de 32 quilômetros passarem "em um piscar de olhos" (claro, respeitando os limites de velocidade estabelecidos pela Ecovias, concessionária que administra a ligação entre a capita e o interior).

A segurança que o carro transmitiu nas ultrapassagens e nas retomadas, mesmo estas não sendo tão poderosas quanto imaginávamos, transformou o teste a trabalho em um agradável passeio durante a chuvosa manhã do sábado em que o teste foi realizado.

Foto: Paulo Amaral/Canaltech
Foto: Paulo Amaral/Canaltech

Como esse desempenho foi possível em um carro com motor 1.2? O representante da General Motors que conversou com a reportagem tentou explicar em poucas palavras: “Se pegar o Cruze de hoje contra o Vectra 2.4 [aspirado], o 1.4 turbo atual dá pau. Ele entrega mais performance com maior eficiência energética. Tem desempenho melhor e é mais econômico”.

Tanto desempenho e tecnologia, no entanto, vêm acompanhados por um preço mais alto. Os carros equipados com motores turbo são consideravelmente mais caros do que os aspirados mais potentes. O veículo testado pela reportagem, por exemplo, em sua versão top de linha, passa dos R$ 141 mil. Um Honda Civic LX, com motor 2.0 16V, aspirado, atualmente custa R$ 121 mil

1.0 turbo

Foto: Paulo Amaral/Canaltech
Foto: Paulo Amaral/Canaltech

A reportagem do Canaltech foi agraciada com a "troca do Tracker" e, ao entregar o 1.2 Turbo, saiu da fábrica da GM, em São Caetano do Sul, para passar uma semana ao volante do "irmão mais novo", o 1.0, também com propulsor turbo. No primeiro contato, o SUV se mostrou um pouco mais pesado de dirigir, algo natural, já que tem uma cavalagem menor (116cv contra 133cv da 1.2).

Para não sermos injustos e, de quebra, contrariarmos o dito popular de que "a primeira impressão é a que fica", aceleramos a Premier 1.0 turbo no trânsito da cidade e no mesmo trajeto da rodovia dos Bandeirantes, até Jundiaí. E ainda bem que isso foi feito.

A propulsão 1.0 Turbo dá conta do recado e tem mesmo desempenho igual ou superior a modelos equipados com motores até mais potentes na teoria, como os bons e velhos 1.6. A impressão de que é mais pesada, para falar a verdade, só foi sentida porque tivemos a chance de testar antes um modelo com mais cavalagem. Em termos de preço, o Chevrolet Tracker Premier Turbo 1.0 sai um pouco mais em conta, custando a partir de R$ 132,6 mil.

E aí: conseguiu decidir se vai seguir apostando nos tradicionais carros com motor 1.0 ou 2.0, ou vai partir para o mundo dos motores turbos, que já mostraram, na prática, desempenho, autonomia e segurança de sobra?

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos