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The Mortuary Assistant é um dos jogos mais assustadores do ano

Existe simulador de bicho, de lava rápido e até de barraquinha de comida brasileira. Porém, recentemente um simulador igualmente bizarro conquistou fãs de games de terror pelo mundo: The Mortuary Assistant, um simulador de… necrotério. O jogo foi desenvolvido por apenas uma pessoa, Brian Clarke, de forma independente.

Só a premissa já deixaria qualquer jogador com um pé atrás, certo? Mas tem mais: assim que você abre o game, aparece um aviso de que tudo “é baseado em eventos paranormais reais”, e que pesquisas mostram que muitos momentos de tensão podem propiciar manifestações de assombrações. "Se você começar a ver coisas ou perceber mudanças de comportamento em si mesmo ou em familiares, procure imediatamente sua igreja local ou investigadores paranormais". Ok…

Estamos no ano de 1998, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos, no controle de Rebecca Owens, uma jovem que está terminando seus estudos acadêmicos sobre a morte. Logo no início do game, ela conta a sua avó que foi transferida para um necrotério da cidade a fim de finalizar seu estágio.

O lugar é tão assombrado que até mesmo a avó já ouviu histórias sobre lá e, por isso, ela não fica tão satisfeita com a notícia. Porém, Rebecca é uma estudante da área e já adquiriu um certo ceticismo para com o tema; ela entende que as pessoas costumam temer (e inventar histórias sobre) aquilo que não entendem. Pois bem, talvez essas pessoas estivessem certas.

Rebecca já pode pedir um adicional de insalubridade (Foto: Divulgação/DreadXP)
Rebecca já pode pedir um adicional de insalubridade (Foto: Divulgação/DreadXP)

No nosso primeiro dia de estágio, aprendemos o básico do jogo em um mini tutorial. O professor Raymond, nosso novo chefe, nos dá uma lista de tarefas e ensina o básico de como tratar um cadáver. Tudo parece tranquilo, até ouvirmos alguns objetos caindo e até uma voz misteriosa. Mas isso deve ser coisa da nossa cabeça, certo? Ansiedade do primeiro dia.

À noite, Rebecca está em casa descansando. Ela recebe uma ligação inesperada de Raymond, pedindo-lhe que vá até o necrotério para ajudá-lo em uma tarefa. Porém, quando chegamos no local, ele não está lá. O motivo: a nova estagiária precisa fazer um ritual e expulsar um demônio que possui um dos três cadáveres do local. Se ela não descobrir quem é o endemoniado, ela será a próxima vítima. Infelizmente, isso não estava na descrição da vaga.

Até os mortos precisam de cuidados (Foto: Divulgação/DreadXP)
Até os mortos precisam de cuidados (Foto: Divulgação/DreadXP)

Rebecca percebe que se enfiou em uma furada e decide ir embora para casa. Porém, ao chegar à porta de saída, uma voz lhe ordena a ficar lá. Ela começa a ficar zonza, sua visão fica turva. Na maior tranquilidade, ela aceita que tudo está bem, e que não há nada de errado acontecendo. Estranho, no mínimo.

Se isso já não é problema suficiente, as coisas pioram. As luzes começam a piscar e os sussurros ficam mais frequentes. Às vezes, os cadáveres se mexem sozinhos, ou até conversam com ela. Rebecca também revê alguns momentos passados, e o jogador descobre que ela já foi viciada em drogas ou presenciou suicídios.

Porém, o que mais acontece durante o expediente é vultos passarem rapidamente pelos corredores, olhos vermelhos ficarem à espreita na escuridão ou um demônio branco e sorridente surgir de repente em lugares aleatórios. Às vezes, você está apenas acessando o computador do escritório e vê um boneco branco assustador aparecendo no canto da tela.

"Olá, tudo bem?" (Foto: Divulgação/DreadXP)
"Olá, tudo bem?" (Foto: Divulgação/DreadXP)

É impossível prever os sustos que você tomará no jogo, e essa é a melhor característica dele. Apesar de curto — eu o zerei em cerca duas horas —, o clima de tensão permanece a todo momento. O jogador fica tão concentrado ao fazer sua lista de tarefas que qualquer sonzinho se torna um pavor: esses sons podem ser barulhos corriqueiros — como uma porta rangendo ou um telefone tocando misteriosamente —, o som da máquina de drenagem de sangue ou uma voz lhe chamando pelo nome.

O ápice do terror acontece quando um demônio aparece para você. Eles podem surgir sobre um armário, correr desesperadamente até você ou ficarem imóveis, de pé, em frente ao morto. Independentemente da situação, a sensação é de que você está sempre observado por algo ou alguém.

Não passo por aqui nem que me paguem (Foto: Divulgação/DreadXP)
Não passo por aqui nem que me paguem (Foto: Divulgação/DreadXP)

O melhor de tudo? Esses sustos são gerados aleatoriamente. Alguns deles são fixos, afinal, temos um roteiro e uma história a seguir. Mas durante o gameplay, os eventos paranormais são totalmente inesperados. Também não há como atacar ou se defender das aparições; nem existem armas à disposição. Isso significa que você pode jogar o mesmo game quantas vezes quiser, mas os sustos nunca serão os mesmos — e talvez você queira mesmo jogá-lo de novo, visto que existem cinco finais diferentes para a trama.

É claro que The Mortuary Assistant brilha quando os demônios dão as caras. Entretanto, não há nada de mais acontecendo na maior parte da jogatina, e este é o maior charme do jogo. Você está apenas limpando e drenando o sangue de alguns cadáveres, mas sofre por antecipação, antes mesmo de algo aparecer. Para mim, essa é a maestria do terror.

The Mortuary Assistant não tem dublagem nem legendas em português do Brasil. Felizmente, existem traduções não-oficiais feitas pela comunidade, inclusive na página do jogo na Steam.

Fonte: Canaltech

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