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Mortal Kombat | Assistimos aos 13 minutos iniciais do filme; o que esperar?

Wagner Wakka
·7 minuto de leitura

Mortal Kombat nasceu em 1992 como uma das franquias mais lucrativas e polêmicas da história dos games. Foi o primeiro jogo a conseguir transpor captura de movimentos de atores reais para dentro de uma máquina de fliperama, fazendo dele um título realusta em meio a jogos quer eram basicamente pontos sugestivos em tela.

Por conta disso, é até irônico que haja a vontade de fazer o caminho inverso e levar tais personagens para a telona. Já em 1995, o primeiro filme de Mortal Kombat foi lançado com o desafio de manter o nível de violência do jogo, mas ainda focado na audiência jovem (quase infantil) dos arcades. É por isso que ele é mais uma comédia com artes marciais que um ação propriamente dito.

Agora, em 2021, o diretor Simon McQuoid quer fazer algo completamente diferente disso. O Canaltech teve a oportunidade de assistir aos 13 primeiros minutos do longa (fique tranquilo, não há spoilers neste texto) e conversar com McQuoid, além dos produtores Todd Garner e James Wan.

O diretor está estreando no mundo dos longas-metragens, mas já é um velho conhecido de quem curte games, ao menos nos Estados Unidos. Isso porque ele fez uma série de comerciais para grandes empresas de jogos como PlayStation, da série Halo e também de Call of Duty.

Já Garner e Wan são fichas carimbadas de grandes produções. O primeiro trabalhou em nomes como Armagedon, Conair, Pearl Harbor e XXX. Já o segundo é conhecido por trabalhar em grandes séries de filmes de terror como Jogos Mortais e, fora do gênero, Aquaman. Aliás, ele está no meio das gravações da continuação do longa estrelado por Jason Mamoa.

Diante de tanto conteúdo, é possível saber bem do que se trata Mortal Kombat de 2021. Então, vamos ao que esperar do filme.

Diferente de 1995

Um dos pontos mais visíveis é que aquele cenário mais cômico do filme de 1995 não aparece por aqui. A trama começa mais introspectiva, emotiva, focada na narrativa dos personagens. Não que fuja das boas cenas de ação, mas, sinceramente, minha expectativa era de ver mais pulos e movimentos. O que não foi, nem de longe, um problema.

Inclusive, este é um ponto bastante positivo do início do filme: a preocupação em apresentar as pessoas que guiam a narrativa. “Quando você joga Mortal Kombat, você se preocupa com os personagens? Responda sinceramente”, perguntou-me Garner, ao que respondi que não. “Pois é, isso funciona em um jogo, pois você está com um agora, depois já pega o outro, e tudo bem. Mas não é bom para um filme. A gente precisa que você se importe com o personagem já nos primeiros minutos”, explicou.

Aliás, espaço para que todas as histórias tenham tempo de tela em um longa de aproximadamente duas horas foi um dos principais desafios da produção. “Era algo que estava na nossa cabeça o tempo todo. Que cada personagem tivesse tempo para ser introduzido da forma que merece. Foi um desafio balancear isso”, lembra McQuoid.

De fato, a série tem mais de dezenas de personagens, sendo uns mais cruciais para a trama como Scorpion, Sub-Zero, Raiden e Sonya, que outros. Neste filme de 2021 ainda há um novo nome: Cole Young.

<em>Young é o novo personagem da trama (Foto: Divulgação/WarnerBros)</em>
Young é o novo personagem da trama (Foto: Divulgação/WarnerBros)

O personagem (e isso está no trailer, ok?) é um atleta de artes marciais que descobre fazer parte de uma linhagem de lutadores. Tecnicamente, ele funciona como um mecanismo de roteiro que representa o espectador desavisado no filme. Ou seja, é pelos olhos de Young que os roteiristas explicam cada conceito, apresentam personagens e ditam o ritmo da trama.

“Contudo, ele é mais que isso”, aponta Garner. Há um mistério em redor de Young que também segura a atenção da audiência.

Os 13 primeiros minutos são voltados para um olhar mais intimista e emotivo de todos eles, mesclados com cenas de ação em um bom ritmo. Algo que lembra a produções do Universo Cinematográfico da Marvel. Aliás, o MCU é uma inspiração para os produtores que querem fazer algo parecido com a franquia Mortal Kombat (quem não quer copiar uma ideia como o MCU que se tornou a mais rentável do cinema?).

“Eu trabalhei por 10 anos na Disney, admiro demais o trabalho do Kevin [Feige]. Ele trouxe uma expansão para o cinema, com Thor, Pantera Negra, Falcão. Personagens que não tinham espaço. Antes era Homem-Aranha e pronto. Eu quero que outros personagens também tenham projeção”, aponta Garner.

O “universo cinemático” de Mortal Kombat já tem projeto, ele explica. Entretanto, é relutante em dizer que um mundo como o de Vingadores, todo interligado com vários filmes, vai acontecer. A impressão, pelos trejeitos dos entrevistados é de que esta primeira produção é um experimento da vontade da audiência por mais. Ou seja, se for rentável, certamente a ideia sairá do papel.

<em>Violência faz parte da trama do longa (Foto: Divulgação/WarnerBros)</em>
Violência faz parte da trama do longa (Foto: Divulgação/WarnerBros)

Diversidade

Um dos pontos que os entrevistados trouxeram foi como o elenco do filme é diverso. Garner especificamente foi bem enfático sobre isso. “Eu queria ter feito este filme há cinco anos. O que foi até bom [não ter acontecido]. Veja, depois de Pantera Negra e outros, as produtoras estão mais abertas a um elenco mais honesto e diverso, mas menos conhecido. Antes, se eu trouxesse esta ideia com este elenco, eles diriam: ‘ah, muito legal, mas e que tal o Tom Cruise?’”, confessa.

De fato, os produtores respeitaram a etnia dos personagens da trama. Há os japoneses Tadanobu Asano como Raiden e Hiroyuki Sanada como Scorpion, além de indonésios, chineses e, claro, norte-americanos em seus papéis. Como o jogo oferece esta gama de nacionalidades, eles queriam que isso também fosse representado no longa.

Outra preocupação do time era tornar tudo o mais realista possível dentro do universo de Mortal Kombat. No caso, estamos falando especificamente sobre o design de todos os personagens em tela.

Eles não contam com as roupas clássicas dos jogos de arcade. “Se você visse como Sanada [ator que interpreta Scorpion] move uma espada, não iria enfrentá-lo com aquela roupinha fina. Não faz sentido. Eles estão indo para um negócio que se chama Mortal Kombat, tem MORTAL [enfatiza] no nome. As pessoas vão o mais protegidas possível. Roupas grossas, proteções. Isso sim é realista”, brinca Garner.

Este cuidado foi redobrado com as roupas das personagens femininas. “Sonya, nos jogos, tem aquele collant verde. Tudo bem lá. Mas ela é uma agente treinada, sabe? Nem a pau que sairia para uma missão daquele jeito. Algumas pessoas, nos trailers, disseram que Mileena não está sexy. Fala sério. Ela é super violenta, agressiva, pode ter certeza de que ela iria querer transparecer essa agressividade na roupa dela”, completa.

<em>Design de Mileena é um dos mais diferentes (Foto: Divulgação/WaernerBros)</em>
Design de Mileena é um dos mais diferentes (Foto: Divulgação/WaernerBros)

Bom, e a porrada?

Quem está em busca de boas cenas de luta, pode ficar tranquilo. Pelos primeiros 13 minutos do longa já é possível ver que há muitos movimentos bem interessantes no filme. McQuoid explica que os atores também foram selecionados pela sua capacidade de movimentação. Em especial Joe Talism, que interpreta Sub-Zero.

Ele é um ator indonésio e também atleta, representado a seleção nacional de judô pelo país entre 1997 e 2009. Ou seja, é um rapaz que entende de artes marciais e os produtores se aproveitaram disso. “A gente colocou eles nas discussões. Perguntamos o que eles conseguiam fazer e o que eles acham que seria legal. Por exemplo, a ideia da arma na cena do Jax e Sub-Zero [do trailer] veio do Joe”, aponta Garnar.

Uma das principais e mais importantes cenas de batalha do filme apareceu já nestes primeiros 13 minutos a que o Canaltech teve acesso. O ponto importante (sem spoilers) é mostrar que a violência está no âmago deste filme. McQuoid não tem vergonha nenhuma de colocar tripas, sangue, decapitações em tela, no melhor estilo Mortal Kombat mesmo. Afinal, o filme ganhou classificação indicativa para ter esta liberdade.

Outra questão para dar mais realismo a tudo está em tentar não usar chroma key. As lutas tiveram o máximo de movimentos dentro do que os atores conseguiam fazer (ou seja, sem cordinhas nas costas). Além disso, as ambientações também não são fundos verdes, por isso o longa foi quase que todo filmado na Austrália.

Será que vai agradar aos fãs? “A gente tomou todo cuidado com essa franquia. Eu sou apaixonado por ela, joguei quando era pequeno nos fliperamas. Meu personagem favorito é o Kabal, aliás, queria fazer um filme só dele. Então, tenho certeza de que muita gente vai gostar. Mas sejamos honestos, 10% dos fãs vão odiar de qualquer forma. Isso se chama internet e eu estou bem com isso”, finalizou Garner.

Mortal Kombat estreia nos cinemas brasileiros em 15 de abril. O filme não terá lançamento por aqui em plataformas de streaming.

Fonte: Canaltech

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