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Morre ex-comandante da guerrilha, signatário dos acordos de paz em El Salvador

·2 minuto de leitura
Mulher se apresenta no Monumento à Memória e à Verdade durante a comemoração do 29º aniversário dos Acordos de Paz que encerraram o conflito civil em El Salvador (1980-1992), no Parque Gerardo Barrios, conhecido como Plaza Cívica de San Salvador, em 16 de janeiro de 2021

O ex-comandante da guerrilha Roberto Cañas, um dos signatários dos acordos de paz que encerraram a guerra civil em El Salvador (1980-1992), morreu no domingo, sofrendo de doença prolongada.

“Como família, lamentamos profundamente a morte de nosso amado Roberto e pedimos todas as suas orações por seu descanso eterno”, relatou sua viúva, Coralia Pohl de Cañas.

Cañas, que durante a guerra apareceu como o lendário comandante Rubén Rojas, assinou os acordos de paz em 16 de janeiro de 1992 como membro da comissão da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

O ex-comandante da guerrilha Eugenio Chicas lamentou a morte de Cañas e lembrou que ele fez parte das estruturas de comando durante o conflito armado nas frentes de Chalatenango, no norte do país, e no vulcão San Salvador.

Foi também um dos fundadores da Resistência Nacional (RN), uma das cinco organizações que compunham a FMLN.

Cañas ingressou no movimento revolucionário salvadorenho em 1972, quando tinha 22 anos e era estudante de economia na Universidade Estadual de El Salvador.

“O fechamento da Universidade de El Salvador (UES) em 19 de julho de 1972, pelo (presidente) coronel Arturo Armando Molina, foi o impulso que nos levou a ingressar nas organizações político-militares”, lembrou Cañas em sua último entrevista com a AFP em 14 de janeiro.

Assinado o acordo de paz, Cañas deixou a FMLN e se apresentou como analista, professor pesquisador e consultor em resolução de conflitos. O ex-guerrilheiro possui pós-graduação em formação de pesquisadores educacionais pelo Harvard Institute e mestrado em Educação pela Universidade Latina de Costa Rica.

Cañas é o terceiro signatário dos acordos de paz a morrer, depois do ex-comandante da guerrilha Schafik Handal e de Abelardo Torres, da antiga Comissão de Diálogo do governo.

cmm/mav/llu/ap