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Moro recomenda plataforma eletrônica para quem tiver problemas com empresas por coronavírus

Isadora Peron

Segundo o ministro, o primeiro passo é tentar um acordo com as empresas, mas, se isso não for possível, o sistema de reclamações do governo está disponível O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu que as pessoas procurem a plataforma “consumidor.gov.br” caso tenham problemas para cancelar ou adiar viagens marcadas para regiões que estão com surto de coronavírus.

Segundo o ministro, o primeiro passo é tentar um acordo com as empresas, mas, se isso não for possível, o sistema de reclamações do governo está disponível para mediar a negociação.

“Claro que o primeiro passo é procurar o fornecedor da mercadoria ou do serviço, para a solução. Mas não havendo essa possibilidade, o consumidor, ao invés de procurar o Procon, em vez de entrar na Justiça, tem sempre essa opção de utilizar o consumidor.gov.br”, disse.

Moro afirmou que recomenda o sistema “não porque é do governo, mas porque as estatísticas mostram que ele é eficiente e resolve mais de 80% dos casos”.

José Cruz/Agência Brasil

O secretário Nacional do Consumidor (Senacon), Luciano Timm, afirmou que, na segunda-feira, uma nota conjunta entre os ministérios da Justiça, do Turismo, da Economia e da Saúde foi divulgada para orientar os consumidores, especialmente nas questões relacionadas ao setor de transporte aéreo.

De acordo com a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Juliana Domingos, ainda não há dados oficiais sobre as demandas em relação ao coronavírus, mas já foi possível sentir um aumento no número de reclamações.

“O tema se tornou prioritário dentro da secretaria [Senacon]. Estamos fazendo um trabalho de interlocução com os outros ministérios, trabalhando com informações oficiais do Ministério da Saúde, acompanhando as empresas aéreas”, disse.

Em relação ao preço de máscaras e álcool em gel, cuja procura cresceu por conta do novo vírus, Timm afirmou que o governo não tem como controlar esses aumentos, mas pediu para que as pessoas não entrem em pânico e só comprem os materiais quando necessário.

“A máscara, segundo o Ministério da Saúde, é só para quem está doente. Então, ao comprar essas máscaras, você só está aumentado o preço para pessoas que precisam”, disse o secretário.