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Moro alfineta PSOL e inicia bate-boca no Twitter

Moro foi chamado de "capanga da milícia" por deputado do PSOL (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Briga começou na Câmara dos Deputados e continuou nas redes

  • 'Verdades precisam ser ditas', disse o ministro

Um dia depois da sessão na Câmara dos Deputados que acabou em briga, o ministro Sergio Moro reacendeu a discussão nas redes nesta quinta-feira (13). Após ser chamado de “capanga da milícia” pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) e acusado de proteger a família Bolsonaro nas investigações da Polícia Federal sobre o senador Flávio Bolsonaro (sem partido), Moro alfinetou o PSOL no Twitter.

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A publicação foi o pontapé inicial de um bate-boca na rede social. O deputado Glauber Braga e o perfil oficial do PSOL responderam, mas nenhuma das postagens teve o mesmo alcance daquela feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública:

Mais tarde, o partido engrossou o tom contra Bolsonaro ao citar um discurso do então deputado, feito na Câmara em outubro de 2005, quando defendeu Adriano da Nóbrega, ex-PM e acusado de ser chefe da milícia de Rio das Pedras, morto após uma operação conjunta entre as polícias do Rio de Janeiro e da Bahia.

Na fala, Bolsonaro chama o então tenente da PM Adriano da Nóbrega de “brilhante oficial”.

Outras figuras políticas rapidamente se mobilizaram para entrar na briga. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saiu em defesa do ministro, dizendo que a parceria entre ele e seu pai, o presidente da República, é “imbatível”:

O General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, comentou o bate-boca logo após a sessão na Câmara:

Figuras da esquerda como a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) saíram em defesa de Glauber Braga:

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) fez uma série de tweets criticando o ministro e rebatendo as acusações de Moro:

Políticos não foram os únicos a comentarem a briga: o comediante Gregório Duvivier respondeu a um tweet que o ministro fez logo após a sessão na Câmara dos Deputados, dizendo que é “do tempo em que chamavam-se as pessoas de senhor e senhora”: