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Moro nega ter tentado interferir em investigação do caso Ronaldinho

Isadora Peron

Embaixador do Turismo no Brasil, ex-jogador está detido desde sexta-feira na capital do Paraguai O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, negou que tenha tentado interferir nas investigações sobre o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, detido desde sexta-feira no Paraguai.

"Em nenhum momento houve interferência na apuração promovida pelo Estado paraguaio. O Ministério da Justiça e Segurança Pública preza pela soberania dos Estados e pela independência dos órgãos judiciários", diz uma nota divulgada pela pasta nesta terça-feira.

Na segunda-feira, Moro telefonou a uma autoridade paraguaia para, segundo sua assessoria, inteirar-se da situação. Ronaldinho é embaixador do Turismo no Brasil desde setembro do ano passado.

Foto de documento falso apreendido com Ronaldinho Gaúcho

Reprodução / Ministério Público do Paraguai

Também no texto, a pasta a afirma que o ministro "manteve contato com autoridade paraguaia com o intuito de conhecer os fatos envolvendo a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, [Roberto] Assis, já que são cidadãos brasileiros".

De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal "O Globo", a ligação de Moro não foi bem recebida por integrantes do governo do Paraguai, que consideraram o telefonema um gesto de interferência.

Segundo o Valor apurou, o governo brasileiro acompanha o caso, mas, por ora, não pretende tomar nenhuma medida em relação ao ex-jogador. Ronaldinho e o irmão estão na penitenciária Agrupación Nacional, na capital Assunção.

Os dois entraram no país, na semana passada, usando passaportes falsos. A justiça do Paraguai, no entanto, suspeita que eles estejam envolvidos em outros crimes.