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Moro defende privatizações e livre mercado em evento de investimentos

·4 min de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-juiz e presidenciável Sergio Moro (Podemos) afirmou em painel virtual na noite desta terça-feira (11) que acredita no livre mercado e que pretende aprofundar as privatizações caso eleito. O ex-ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (PL) gravou uma palestra de cerca de uma hora para transmissão na "Money Week", evento organizado pela EQI Investimentos em parceria com a Empiricus.

Durante sua fala, Moro tentou se apresentar como um candidato economicamente responsável e se diferenciar de Bolsonaro, seu ex-aliado, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Moro disse que o governo de Bolsonaro perdeu credibilidade fiscal, o que resultou em prognósticos de estagnação ou mesmo de recessão para 2022. Ele avalia que essa perda de credibilidade é um dos efeitos da aprovação da PEC dos Precatórios, que adiou o pagamento de dívidas da União e, assim, liberou espaço no Orçamento.

Ele afirmou que um aspecto positivo da aprovação foi a possibilidade de expansão do programa de transferência de renda Auxílio Brasil, implementado no lugar do Bolsa Família. Disse, porém, que a PEC também abriu espaço para o crescimento das emendas parlamentares, "pagas sem que haja a devida transparência, além de gerar a pulverização dos investimentos públicos", disse.

Moro afirmou que a falta de credibilidade do governo gera o aumento da inflação e afugenta os investidores. Mas, segundo ele, pode haver uma solução --o crescimento da chamada terceira via.

"Crescendo outras alternativas eleitorais com políticas econômicas mais responsáveis (...), [isso] pode gerar um viés positivo para a economia. Muitas vezes o mercado antecipa essas expectativas positivas. Isso pode contribuir para a melhoria do cenário já em 2022 e, certamente, em 2023, se houver a eleição de um governo economicamente responsável", disse.

O ex-juiz repetiu algumas vezes que o cenário atual não é bom, e que "acaba sendo ainda mais negativo em decorrência da perspectiva eleitoral". "Temos duas alternativas ruins", disse, se referindo a Bolsonaro e a Lula, a quem condenou no contexto da Operação Lava Jato, impedindo sua candidatura à Presidência em 2018.

A primeira alternativa, afirmou o ex-ministro de Bolsonaro, é a continuidade de um governo que não tem um projeto para o país. "E que agora tem defendido políticas que têm contrariado promessas de estabilidade fiscal e de redução da dívida pública", disse.

A segunda alternativa, continuou Moro, "todos nós nos lembramos que não acabou bem". O ex-juiz afirmou que uma das maiores recessões da história do país teve suas sementes geradas no governo Lula.

"Especialmente no segundo mandato, quando foi seduzido pela Nova Matriz Econômica. Aliás, o ministro da Fazenda da Dilma [Rousseff] é o mesmo do final do governo Lula", disse.

Em relação às suas propostas, Moro afirmou que é um "grande defensor da livre iniciativa", mas reconheceu que o Estado tem o papel de elaborar políticas sociais consistentes.

"Os países no mundo que prosperaram são aqueles que apostaram no crescimento a partir do investimento privado. Isso não significa que o investimento público não tenha um papel relevante, mas não podemos basear a prosperidade do país no setor público", disse.

O ex-juiz defendeu as privatizações, afirmando que o Estado tem uma função importante na economia, mas não necessariamente envolvido com a produção de bens e serviços. "O Estado deve estar na educação, saúde, segurança. Outras áreas podemos pensar em reduzir sua presença."

Moro disse, ainda, que as privatizações podem incrementar a eficiência, mas que é preciso discutir o modelo. "Não adianta fazer algo mal feito como o governo federal fez recentemente na privatização da Eletrobras. Se colocaram verdadeiros jabutis, medidas que acabam restringindo a eficiência do mercado, criando nichos para atender interesses especiais", afirmou.

O ex-ministro também disse que pretende criar uma força-tarefa de erradicação da pobreza, na forma de uma agência nacional que permita uma atuação transversal, utilizando a capacidade de vários ministérios.

"Não envolveria necessariamente a realização de novos concursos e o aumento burocracia estatal. Nossa ideia é utilizar o que temos de melhor dentro do serviço público e reunir esse corpo qualificado dentro de uma agência específica com essa missão", afirmou.

Moro também falou sobre sustentabilidade e meio ambiente, dizendo que o país está caracterizado no exterior como um "vilão ambiental" e que isso cria dificuldades de atrair investimentos estrangeiros. Ele defendeu garantir às populações da Amazônia o direito ao desenvolvimento, mas também desenvolver ações efetivas para preservar a floresta.

O ex-juiz voltou a tratar ainda do combate à corrupção, "sempre uma areia nas engrenagens da economia". Ele afirmou que a corrupção gera investimentos públicos ineficientes e que os países menos corruptos do mundo têm, normalmente, os maiores IDH.

"Faz mal não só para os cofres públicos, mas também prejudica o setor privado porque favorece um modelo de negócios fundado não na inovação, na competição, mas sim na aproximação com os poderosos", disse.

"Está em meu DNA o combate à corrupção. Vamos recolocar o combate nos trilhos. Não é um projeto de vingança, como alguns falam equivocadamente. A Justiça não é vingança, é simplesmente o império da lei. Quem rouba, paga ou recebe suborno tem que sofrer as consequências."

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