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Moro defende prisão após segunda instância para “combater a corrupção”

Renan Truffi

Ministro comentou a piora do Brasil no ranking mundial de percepção de corrupção, elaborado pela Transparência Internacional O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu nesta sexta-feira que o retorno do cumprimento de pena de prisão após condenação em segunda instância, seja por emenda constitucional ou por projeto de lei, seria um "primeiro passo" para melhorar a posição do Brasil no ranking mundial de percepção de corrupção, elaborado pela Transparência Internacional.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Moro comentou o assunto por meio de suas redes sociais, ao compartilhar notícia de que o Brasil repetiu sua pior nota no estudo e caiu uma posição no chamado Índice de Percepção da Corrupção (IPC). De acordo com a Transferência Internacional, o país teve o quinto recuo seguido no ranking e passou a ocupar a 106ª posição.

"Combater a corrupção é agenda de País, não só de Governo. Um primeiro passo fundamental é retomar a execução da condenação em segunda instância por emenda constitucional ou por lei ou por ambos. Só assim condenados por corrupção podem ser, na prática, punidos", escreveu.

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Ainda sobre o assunto, Moro disse que o Brasil continua numa posição ruim, apesar do que chamou de "avanços da Operação Lava-Jato e de 2019" e afirmou que a evolução nesse quesito passa também por ações do Congresso.

"Indicadores da Transparência Internacional mostram como é difícil mudar a percepção sobre corrupção. Nota no Brasil não melhorou nos últimos anos apesar dos avanços da Lava Jato e de 2019. Isso significa que precisamos fazer muito mais, inclusive no Congresso", disse Moro.