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Morgan Stanley pagará US$60 mi para encerrar processo de proteção de dados

·1 min de leitura
Logo do Morgan Stanley na bolsa de Nova York

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - O Morgan Stanley concordou em pagar 60 milhões de dólares para encerrar um processo movido por clientes que disseram que o banco de Wall Street expôs seus dados pessoais ao não aposentar de maneira adequada sua tecnologia de informação mais antiga.

Um acordo preliminar proposto para a ação coletiva movida em nome de 15 mihões de clientes foi apresentado na noite de sexta-feira em um tribunal federal de Manhattan e precisa ser aprovado pela juiza distrital dos EUA Analisa Torres.

Os clientes receberão pelo menos dois anos de cobertura de seguro contra fraudes e cada um pode pedir reembolso de até 10 mil dólares em despesas custeadas com seus próprios recursos.

O Morgan Stanley negou ter agido incorretamente ao concordar com o acordo e disse que fez atualizações "significativas" em suas práticas de segurança de dados, de acordo com os documentos do acordo.

Os clientes acusaram o Morgan Stanley de não ter descomissionado em 2016 dois data centers que lidavam com gestão de fortunas antes de os equipamentos, que não eram criptografados, terem sido vendidos para terceiros ainda contendo os dados dos clientes.

Eles também disseram que alguns dos servidores mais antigos desapareceram após o Morgan Stanley transferi-los para outro fornecedor em 2019. Posteriormente, o Morgan Stanley recuperou os servidores, mostram os documentos jurídicos.

O Morgan Stanley não respondeu de imediato a pedido de comentário enviado fora do horário comercial.

Em outubro de 2020, o Morgan Stanley concordou em pagar uma multa de 60 milhões de dólares para sanar acusações do Escritório da Controladoria da Moeda dos Estados Unidos em relação aos incidentes, incluindo que suas práticas de segurança da informação eram inseguras.

(Por Jonathan Stempel, em Nova York)

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